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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Relatos de uma jornalista (agora formada)

TCC Sem Pudor
"Porque mulher não é só bunda". 
Nota da autora 1: Para quem não me conhece prazer, Regine Luise. Junto com outros colegas jornalistas e com o professor Flávio Falciano, fundamos esse blog. Em setembro desse ano, eu fiz um texto chamado: relatos de uma quartanista, agora formada preciso continuar aquele texto ou terminá-lo.

Nota da autora 2: Trabalhei dois anos na  AJO - Agência de Jornalismo da USCS, pelo carinho e principalmente por todo aprendizado que obtive daquele local, acho mais do que justo fazer o meu discurso final nesse blog. Aqui e agora, termina um ciclo. Aqui e agora, começa outro.

Nota da autora 3: Vou começar o texto agora, mas já adianto um pedido de desculpas para aqueles que acharem o meu sentimentalismo exagerado. É que além de jornalista, sou poeta e dificilmente não carrego nas palavras...

Comecei 2013 sem grupo, sem tema, sem nada. Só tinha um sonho, um objetivo: fazer um TCC de rádio. Mas com quem? Sobre qual tema? Isso eu não sabia. Mas queria fazer e o fiz. Pouco a pouco, dia após dia, comecei a sondar as pessoas e tentar convencer alguém de fazer um TCC de rádio. Ninguém queria, mas eu não ia desistir tão fácil. Passado algum tempo, formei um grupo com meninas que (apesar de ser da mesma sala que eu), não tinha contato. Não as conhecia como profissionais, tão pouco como pessoas. Tudo bem, eu queria fazer um TCC de rádio e agora tinha um grupo, só faltava um tema. Um trabalho no sétimo semestre chamado: "Atrás das portas - a vida de quem mora em asilos" virou nossa proposta de TCC.

Porém, entretanto e todavia, por vários motivos esse trabalho não foi para frente. Então várias mudanças ocorreram. Mudou integrante no grupo, tema e até a orientação. Agosto de 2013 e estávamos começando tudo de novo. Assessorias, pesquisas, levantamento de pautas, tudo para estruturar aquilo que seria o nosso TCC, uma revista radiofônica cujo nome seria: Sem Pudor.

Agora sim, grupo formado, orientadora, pautas definidas, era o momento de colocar a mão na massa. Duas para o lado do memorial, e as outras duas integrantes junto comigo na parte de produção. Foram quatro meses de um contato diário, intenso, árduo. Tínhamos sim pouco tempo e muito trabalho a ser feito. Foi necessário abrir mão de muito lazer, foi preciso muita renúncia, foi necessário ter coragem. Mas é isso que a vida pede de nós e isso nós tivemos.

O grupo sempre esteve muito alinhado e pelo contato intenso, além de colegas de trabalho, posso dizer que viramos amigas. Porque nem todos os dias acordamos de bom humor ou estamos bem. Nos bastidores do programa TCC, cada uma de nós tinha lá os seus problemas, suas dificuldades, suas fraquezas. Mas de alguma forma, uma ajudava a outra. Uma incentivava a outra e esse trabalho só saiu, porque juntas somos mais fortes.  Cada um com a sua personalidade e qualidade. Cada uma boa em uma coisa, foi preciso unir tudo isso para fazermos o nosso melhor.

(...)

Todos os momentos, de alegria ou tristeza... Da vontade de rir ou chorar, parar ou continuar... Passamos por muitas coisas. Foram de longe os quatro meses mais intensos da minha vida. No TCC é o momento de colocar em prática tudo aquilo que se aprendeu em sala de aula. Mas e aquilo que não aprendemos? Então é hora de aprender também. Noites sem dormir, livros, pesquisas, produção, contatos. Ressalto a importância do networking porque certa feita ouvi: "o jornalista é a agenda que ele tem", agora entendo o quanto essa frase faz sentido.

O programa Sem Pudor foi um misto, uma união de tudo e de todos. Misto de assuntos, pautas, músicas, opiniões, sentimentos, verdades, acertos... Uma união de pessoas que torceram e ajudaram diretamente e indiretamente.

Mas o que será que a Regine está querendo dizer com todo esse blá blá blá?

Quero relembrar uma frase que ouvi na primeira semana da faculdade dita pela professora Luciana Patara, numa referência ao filósofo Confúcio: "Trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer na vida." Trazendo isso para o nosso TCC: "Faça um tema que você gosta e todo trabalho será recompensado".

Na véspera da banca, o pico de ansiedade não me deixou dormir. O dia (19) passou com as horas se arrastando. A professora e orientadora Eloiza Oliveira conseguiu me deixar mais ansiosa ainda, me mandando whatts e depois me fez chorar logo cedo com um email belíssimo. Foi um dia de muita emoção que terminou com uma noite fantástica.

Professores, amigos e familiares tomaram conta do auditório da USCS. Sentada no palco eu só tinha um pensamento: "Tomara que eles se divirtam." Porque esse foi desde sempre o nosso objetivo. Que as pessoas pudessem ouvir o nosso programa de rádio, consumir notícia e ao mesmo tempo se divertir. Quando vi semblantes de sorrisos e logo depois o som de gargalhadas fiquei com uma sensação de dever cumprido. Independentemente da nota da banca, tínhamos alcançado o nosso objetivo. Mas como diria a poeta Flora Figueiredo: "Ás vezes Deus acerta tanto que nem sabemos como agradecer", então fomos abençoadas com uma nota 9.5. Nós acreditávamos no potencial do nosso trabalho, mas numa banca que teria Petria Chaves e Flávio Falciano, sabíamos que não seria nada fácil arrancar uma nota alta deles.

Fechar quatros anos de faculdade, com uma plateia sorrindo e uma nota 9,5 é tão bom e tão maravilhoso que chega a ser difícil explicar em palavras o que se passa no coração. É louvável, é gratificante, é recompensador, é motivo de uma alegria sem fim.

(...)

É claro que esse texto poderia render páginas e mais páginas, só que eu tentei ser objetiva e resumir em algumas palavras, o contexto de quatro anos. Vamos aos agradecimentos:

Primeiramente a Deus por nos permitir estar vivas, ter saúde e força para chegarmos onde queríamos.

Ao grupo Sem Pudor por se envolver de mente e coração. O trabalho não seria o mesmo sem vocês. Obrigada por cada momento, cada pauta, cada reportagem. Cada conversa, riso, lágrima, cada bar. Obrigada pelo companheirismo e amizade. Espero vê-las no mercado de trabalho. Por isso para vocês os meus parabéns e até logo.

Eloiza de Oliveira Frederico o muitíssimo obrigada por plantar em mim o gosto e a paixão pelo rádio. Obrigada não só por ter sido brilhantemente a nossa orientadora de TCC, mas obrigada por todos os conselhos, ensinamentos, conversas... Por todas aquelas vezes que me pressionava ou acelerava de alguma forma. Obrigada por ser essa essa fonte de inspiração. Tenho certeza que nosso contato não irá acabar, pois além de te levar no coração, espero (que no futuro próximo), possamos nos encontrar pelas ondas do rádio.

Flávio Falciano, obrigada por ter me dado a oportunidade de entrar na AJO, onde aprendi e cresci tanto como pessoa e profissional. Você fez e faz parte da minha história como jornalista, por isso eu não poderia imaginar outro professor como convidado naquela banca. Agradeço por todos os aprendizados, broncas e conselhos que certamente me fizeram uma profissional melhor.

Petria Chaves, agradeço pela participação na nossa banca. Foi uma sensação maravilhosa ter em nossa banca, uma conceituada profissional do rádio. Uma coisa é ouvir você, outra foi tê-la tão perto, nos aconselhando com críticas tão construtivas. Foi um prazer.

Ao Fernando Rodrigues pela locução nas vinhetas. Sem você o programa não teria essa "cara". Ainda bem que você realmente incorporou a essência do Sem Pudor, fazendo assim tão parte dele como todos nós. Ricardo Penachi, obrigada por de bom grado ter feito os acordes musicais.

Felipe Gulin e Diógenes de Oliveira, obrigada pelas fotos, artes, torcida e amizade.

Agradeço também todos aqueles que participaram do programa com comentários despudorados.

Obrigada equipe da AJO, pela torcida, por estarem na "linha de frente" e pela amizade. Vocês também fizeram parte disso tudo.

Por fim, agradeço todos aqueles que torceram pelo facebook, que nos prestigiaram com a presença durante a banca, amigos, familiares, professores, namorados...

Obrigada, obrigada e muito obrigada.


"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", é o que diria o poeta Fernando Pessoa. Frase essa que concordo em número, grau e gênero.

Para todos vocês que cultivam um sonho assim como eu de trabalhar em rádio... eu deixo o meu conselho:

"Por mais difícil que pareça o caminho de alcançar um sonho, não desista. Mude o caminho de chegar até ele. Quem não sonha não vive. E para viver, é preciso sonhar".


"Tchau galera, tchau ouvintes e até mais."

Por Regine Luise. 







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