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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Blog. Eu tenho, e você?

Todo mundo diz que, cada vez mais, é preciso se infiltrar no mundo digital que sofre transformações diariamente. Certo, mas como se faz isso?
Uma das ferramentas de principal importância para um jornalista é o blog.
Blog, pra quem não sabe, é uma plataforma do google que tem o principal objetivo de arquivar e publicar textos, que podem se estender de cronicas até artigos, com fotos e vídeos que tornam o "post" mais interessante.
Escritos de forma informal, os textos postados em blogs têm uma característica forte que é de poder interagir com o leitor. Algo pouco imaginável em um jornal impresso, por exemplo.
Além do fator informal, conta-se também, e muito, como portfólio. É uma forma de expor o que você escreve e a forma com que você escreve.
E é claro, há uma gama de formas que você pode apurar e escrever, alguns deles são em:

Blogs pessoais: Basicamente usado como um diário. Voltado para os acontecimentos da vida, e a opinião que o autor tem desses fatos. Algumas celebridades usam o blog para manter um contato com os seus fãs, tornando essa "relação" mais próxima.
Blogs corporativos e organizacionais: As empresas buscam o blog como uma forma de mater contato com seus clientes, podendo interagir e divulgar suas atividades.

Blogs de gênero: Esse talvez seja o mais comum. Blogs de gênero abordam sobre assuntos que o autor conheça muito bem e vão desde humor,  poesia, e até política. Possuem mais acesso.

Se você é jornalista, ou estuda para ser um dia, e não tem um blog, é bom pensar na ideia.
Treinar seu texto, e ver o que as pessoas acham dele é uma boa forma de descobrir o jornalista que há em você.

E se você tem um blog, nos conte porque e quando resolveu criá-lo.

E não esqueça de deixar aqui o link pra gente dar uma olhada no que vocês jornalistas andam escrevendo =)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Semana Estado de Jornalismo II

No dia 21 os temas abordados foram: Mídias Sociais como Ferramenta de Jornalismo e Web e a Lei da Imprensa. Para o primeiro tema, recebemos o sociólogo e co-fundador do Busk, João Paulo Cavalcanti, ele afirmou que o fluxo de notícias na rede social e aplicativos grátis, vêm mostrando um crescimento relevante, além, das noticias que chegam através do Google e sites de busca. Durante a palestra ele falou sobre o futuro do jornalista: “No futuro haverá menos jornalistas fazendo pequenas reportagens, o robô deve produzir conteúdos”. Ele também acredita que a curadoria fará parte deste futuro. Na opinião do sociólogo o jornalista tende a se preocupar com assuntos mais relevantes, com tempo hábil para apurar, escrever e editar matérias, o robô irá desenvolver materiais mais simples e de menor importância.

Sobre o Busk
Busk reúne as notícias dos melhores publicadores da internet, seja qual for o assunto, funciona como um filtro.

Edmundo Leite que trabalha no arquivo do Grupo Estado, falou o quanto é importante o impresso. “Existem arquivos que não estão disponíveis na internet, apenas em livros e jornais antigos, a internet possibilita e facilita na busca de informações, mas ela não pode ser única”, disse Leite e falou sobre os cuidados que as pessoas devem ter ao publicarem conteúdos em sites de relacionamento, “Você está falando para o mundo”. Ele nos contou que durante apuração de um caso, ele descobriu informações em um site de relacionamento e usou como fonte, o dono do perfil entrou em contato dizendo que ele não tinha autorização para usar as informações do seu perfil, o jornalista esclareceu que não precisava de autorização para usar informações que são publicadas e visualizadas mundialmente. Alguns participantes comentaram a questão da credibilidade, pois alguns profissionais principalmente da área de jornalismo precisam tomar certos cuidados ao se expressar, ele pode se comprometer com suas opiniões e perder a credibilidade de seus seguidores. Para Edmundo manter dois perfis um profissional e o outro pessoal, pode ser a solução para este problema.

No tema Web e a Lei da Imprensa ninguém melhor que o jornalista Renato Lombardi para falar sobre o assunto. Atualmente jornalista da Rede Record, Renato Lombardi trabalhou no Estadão por 27 anos e falou da importância de manter arquivos de fontes guardados. Durante sua carreira Lombardi foi processado 34 vezes e perdeu apenas uma, durante a palestra falou: “Sempre guardei as entrevistas e todo material que poderia me amparar diante do fato que denunciava”. Todas informações são importantes, além de apurar e gravar, também deve fazer parte da rotina do jornalista arquivar dados do material coletado.



Adriana Fernandes