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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Entrevista com Nick Ut

O editor do site PetaPixel, Michael Zhang, entrevistou o fotojornalista Nick Ut, vencedor do Prêmio Pulitzer pela foto da garota atingida por Napalm durante a guerra do Vietnã.

Confira abaixo a tradução da entrevista.


PetaPixel: Você pode me contar um pouco sobre como foi sua infância?

Nick Ut: Eu tinha uma família grande no Vietnã. Meu pai era um fazendeiro. Minha mãe estava ocupada - havia dez irmãos e uma irmã. Família grande, mas alguns deles morreram na guerra. Meu irmão era um fotógrafo da AP. Ele trabalhou como cameraman da CBS em 1960. Em 1964, ele entrou para a AP, e trabalhou lá por quase dois anos. Ele foi morto em 1965, fazendo um trabalho para a AP.

Depois que meu irmão morreu, eu perguntei a AP para me dar um emprego. Eles me disseram que eu era muito jovem. Eu não tinha nem 16 anos na época. Eu continuei ligando para eles para dizer que eu precisava de um emprego. Finalmente, em 1966, eles me deram um emprego.



PP: Então você ligou para a AP pedindo um emprego?

Nick Ut: Sim, para o chefe do meu irmão, porque ele conhecia meu irmão muito bem. Eles não queriam me contratar porque meu irmão havia morrido. Então um dia eu liguei para eles dizendo: Ei, eu quero estudar alguma coisa, e eu amo esse trabalho.” Então eles me disseram para ir até lá.
Então eu comecei a estudar o trabalho do laboratório no laboratório da AP em Saigon. Eu amava o laboratório, porque em Saigon não havia nenhum lugar para estudar fotografia. Lembre-se, em 1966, o Vietnã era um país muito pobre. Sem câmeras. Nada.
Depois que meu irmão morreu, eles ficaram com a Leica, a Rolliflex e a Nikon dele. Eu peguei as câmeras e aprendi muito. No laboratório da AP eles tinham inúmeras câmeras. Todos os dias eu brincava com as câmeras de outros fotógrafos da AP. Eddie Adams, o famoso fotógrafo que fez a foto do vietcong sendo executado, trabalhou para a AP em Saigon. Muitos fotógrafos famosos trabalharam lá.
Mesmo eles estando ocupados, eu aprendi muito com eles. Todos os dias eu pegava minha câmera, saia, e tirava fotos de tudo. Então eu voltava, revelava os filmes, olhava para a minhas fotos, e dizia: “Oh, isso parece bom”.
Um dia, havia monges budistas ateando foto a eles mesmo em Saigon. Meu chefe falou “Nicky, você quer ir tirar fotos?”, eu pensei “Eu não sou um fotógrafo”, mas ele disse “Vá fotografar alguma coisa!” Então eu tirei algumas fotos. No dia seguinte, minha fotografia estava na primeira página. Foi isso que me impulsionou para ser um fotógrafo.
Eu passei mais de três meses aprendendo naquele laboratório. Em 1968, os vietcongs atacaram a embaixada americana em Saigon. Eu fui tirar fotos. A AP me falou “Você é um bom fotógrafo”. Foi assim que eu me tornei um fotógrafo de combate, em 1968.

PP: Qual foi a primeira câmera que você usou?

Nick Ut: Eu usei uma Nikon M e uma Leica M2. Depois a AP me deu uma M2, uma M3 e duas Nikon F, então eu carregava quatro câmeras toda vez que eu saia para um trabalho.

Então eu comecei a viajar e cobri Vietnã, Camboja, Laos... Eu viajava de motocicleta e fazia trabalhos todos os dias. Guerra todos os dias. Era uma loucura. Eu fiz isso até 1975 e a queda de Saigon.

Antes disso acontecer, a AP me disse “Você precisa se transferir para o Japão, mas antes de fazer isso, primeiro você precisa se tornar um refugiado”. Do Vietnã eu voei para as Filipinas, e depois para Califórnia. Para Camp Pendleton.

Eu fiquei lá por quase três semanas, antes da AP me dizer “Nicky, vamos tirar você daqui. Venha para Los Angeles. Precisamos preencher toda a papelada antes de transferir você para o Japão”
Passei quase duas semanas em Los Angeles enquanto meus papéis estavam sendo processados.

Em 1975, eu fui para Tóquio, e passei dois anos lá como fotógrafo da AP. Eu não estava cobrindo guerras, mas havia muitos soldados lá. Depois de dois anos eu pedi à AP para me transferir para Los Angeles. Naquela época eles tinham muitos fotógrafos lá, então eles não quiseram me transferir. Eles sugeriram me mandar para o Hawaii ou para Washington DC... para cobertura política. Eu disse “Washington é muito frio, eu não quero ir pra lá, e no Hawaii não há trabalhos para mim”. Então eles me mandaram para Los Angeles.
Eu passei mais de 30 anos em Los Angeles, de 1970 até agora. Eu passo muito tempo trabalhando em todo tipo de cobertura: política, esportes, incêndios, prisões, etc... todos os tipos de cobertura.

PP: Você se lembra o que estava acontecendo nos momentos que antecederam a sua famosa foto de Kim Phuc?

Nick Ut:  Um amigo me ligou dizendo que havia muitos aviões sobrevoando o vilarejo. Os vietcongs e norte-vietnamitas tinha bloqueado uma estrada por três ou quatro dias para o combate. No primeiro dia eu não fui. No segundo dia, fui muito cedo, por volta de seis ou sete horas da manhã.

Quando eu cheguei lá, eu estacionei meu carro. Havia muita fumaça e muito barulho. Boom boom boom. O tempo todo.

Então eu viajei com os soldados do Vietnã do Sul por cerca de duas milhas. Eu tirei muitas fotos de combates intensos, com pessoas morrendo para todos os lados.

Quando eu voltei para a estrada, David Burnett e vários membros da mídia estavam lá. Eu já tinha muitas fotos, então eu não queria demorar muito. Por perto da hora do almoço eu vi um soldado do Vietnã do Sul com uma bomba-guia. Ele a atirou, e uma fumaça amarela começou a subir em direção ao céu.

Logo ouvimos o barulho de um avião se aproximando. O primeiro avião mergulhou e lançou duas bombas. O segundo, um A-1 Skyraider, derramou napalm. Nós pensamos “Nossa, a bomba estava muito perto”, mas nós pensamos que não havia mais ninguém lá.

Eu tinha uma lente longa, então eu tiro fotos das bombas caindo, e das explosões de bombas. Eu pensei comigo mesmo "Boas fotos. Talvez ninguém mais tenha fotos porque todo mundo já saiu".

Eu olhei para a fumaça, e então eu vi crianças correndo. Depois um gato. Depois outra família correndo. Então eu vi a avó de Kim Phuc correndo com um bebê de um ano nos braços. Era uma senhora idosa, e estava gritando “Me ajudem, me ajudem, ajudem meu neto”.

Quando ela estava há cerca de 50 passos de distancia, ela parou, e todos os fotógrafos e cinegrafistas começaram a tirar fotos do bebê. O garoto, aquele bebê de um ano, morreu em seus braços logo em seguida.

Eu me lembro de estar olhando pelo visor da minha Leica quando o garoto morreu. Enquanto eu estava fotografando, eu vi no canto do visor uma garota correndo com os braços abertos. Eu pensei “Oh meu Deus” e comecei a correr em direção a ela e tirei todas as minhas fotos.



Enquanto eu estava fotografando, eu notei um fotógrafo tentando rebobinar seu filme. Ele não tinha mais mais frames no rolo. Era David Burnett, com uma Leica antiga – um modelo muito velho. 1945, ou algo assim. Era muito difícil colocar o filme naquela câmera. Quando Kim veio correndo ele tentou tirar a foto, mas ele não tinha filme, então começou a rebobinar. Depois de colocar um novo rolo de filme, ele conseguiu uma foto dela sozinha, e uma de suas costas, mas nenhuma de todas as pessoas correndo.

Então David ligou para o New York Times e para a revista Time logo em seguida, dizendo “Nick Ut tem uma foto melhor. Nós precisamos ligar para a AP imediatamente”. Eles viram a foto na AP de Saigon.

Depois de tirar a foto de Kim eu pensei “Oh meu deus”. A garota estava correndo completamente nua, e quando ela passou por mim eu vi seu braço esquerdo queimado e a pele se soltando de suas costas. Eu imediatamente pensei que ela fosse morrer. Ela estava muito quente mesmo depois da bomba. Ela estava gritando e gritando, e eu pensei “Oh meu Deus”. Foi quando eu parei de tirar fotos dela.

Eu tinha água, então eu joguei água sobre seu corpo. Então eu coloquei minhas câmeras no chão e comecei a ajudá-la. Eu peguei um casaco impermeável emprestado para cobri-la e então comecei a garregá-la. O tio dela disse “Por favor, ajude as crianças e leve-as para o hospital”. Eu respondi “Sim, meu carro está logo ali”. Eu coloquei todas as crianças no meu carro imediatamente.

Na van, com o meu motorista, toda vez que eu olhava para Kim ela estava dizendo “Eu estou morrendo, eu estou morrendo”. Ela estava dizendo aquilo para seu irmão. “Irmão, eu acho que eu vou morrer.”

O trânsito do vilarejo para o hospital estava muito ruim. Eu ficava dizendo para o motorista “Depressa! Depressa!”.

Quando nós finalmente chegamos ao hospital, estava lotado, cheio de corpos, pessoas morrendo e feridas por todos os lados. Eu corri para dentro para pedir às enfermeiras e aos médicos que ajudassem as crianças, contando a eles sobre o napalm. Depois de vê-los ela disse “Medicina tradicional não pode ajudá-los. Nós não podemos fazer nada”.

Então eu mostrei a ela minha credencial de imprensa e falei “Se essas crianças morrerem, você estará com problemas amanhã”. Assim que viu que eu era da imprensa ela levou Kim para dentro na mesma hora.

Depois de ter ajudado as crianças, eu precisava voltar para Saigon imediatamente. Muitas pessoas já estavam ajudando, então eu não precisava ficar lá. Eu fui para o meu carro e corri de volta para a AP em Saigon. Só havia um editor lá. Eu tinha oito rolos de filme que levei para o laboratório para serem revelados. Era em preto e branco, e tudo levou cerca de dez minutos.
Depois de revelar os filmes nós olhamos os negativos. Quando meu editor de fotografia olhou para uma das fotos ele ficou chocado e disse “Nicky, por que você tirou fotos de uma garota nua?” Ele não sabia. Então eu expliquei a ele sobre o ataque com napalm que atingiu o vilarejo. Ele ficou chocado quando eu contei aquilo e escolheu um dos negativos. Ele levou o negativo para o laboratório e fez uma ampliação 5x7 da imagem.

Então nós voltamos para a mesa e esperamos meu chefe e outros dois editores chegarem. Os dois editores voltaram depois do almoço. Quando eles viram a foto, eles disseram “Acho que não podemos usar essa foto no jornal, porque a garota está nua”.

Quando meu chefe voltou e viu a foto ele perguntou “O que aconteceu?” e eu disse “Um ataque com napalm”. Ele mandou todos se afastarem e olhou todos os negativos novamente. Ele olhou vinte ou quinze imagens e então gritou “Eu quero uma legenda nessas fotos imediatamente!”

Um dos editores perguntou novamente para ele “Você acha que podemos usar essa foto?” Meu chefe respondeu “Eu não ligo. Escreva as legendas. Ande!” Os editores enviaram a foto para Nova Iorque para deixar que eles decidissem se a foto seria usada ou não. Quando Nova Iorque viu a força da foto eles disseram que queriam usar a foto imediatamente.

A foto foi parar na primeira página de todos os jornais e nas TVs. Me ligaram do jornal e disseram “Nicky, bom trabalho. Parabéns. Ótima foto.”
No dia seguinte havia protestos contra a guerra no mundo todo. Japão, Londres, Paris... Todos os dias depois daquele as pessoas estavam protestando em Washington DC, em frente à Casa Branca. A foto estava em todos os lugares.

PP: Parece que a maioria das pessoas chama a foto de “Napalm Girl”. É assim que você a chama?

Nick Ut: Eu chamo essa foto de “terrível”.

PP: Você deu algum nome específico para a foto?

Nick Ut: “Terrible War.” Muita gente diz “Napalm Girl” ou “Napal Photo”, mas quando eu uso essa foto eu digo “Terrible War”.




PP: Você pode nos contar sobre como você descobriu que havia ganho o Prêmio Pulitzer?

Nick Ut: Eu era muito jovem. Tinha apenas 19 anos. Depois de tirar a foto eu fui para outro trabalho logo em seguida, depois outro.

Eu ganhei o World Press Photo primeiro, e depois um prêmio atrás do outro. Finalmente me ligaram da AP e disseram “Nicky, vamos falar sobre o Prêmio Pulitzer”. No dia seguinte, quando eu fui para o escritório da AP, todo o staff estava lá com champagne e comida, me aplaudindo e dizendo que eu era o número um. “Nicky, você ganhou o Prêmio Pulitzer.”

Nas duas semanas seguintes, a AP fazia festas quase todos os dias para mim e minha foto. A AP também me enviou para Nova Iorque para receber meu prêmio.

Jornais do mundo inteiro me ligavam para me entrevistar sobre a foto. Isso me manteve muito ocupado. Depois de algum tempo, eu disse a eles que não poderia mais falar, pois tinha que ir para um trabalho.

PP: Eu li que você foi ferido três vezes durante a Guerra do Vietnã. Você pode nos dizer quais ferimentos sofreu?

Nick Ut:  O primeiro foi quando voltei para a casa de Kim Phuc para visitá-la. Quando eu me aproximei da casa uma granada explodiu e feriu minha perna. Doeu.

As outras duas vezes foram no Camboja. Eu tive muita sorte. Uma delas quase me matou. Um míssil explodiu e feriu meu estômago.

Quando os fotógrafos vieram cobrir a Guerra do Vietnã, todos eram atingidos por tiros. Era muito perigoso. Quatro ou cinco fotógrafos da AP morreram em Saigon. Meu irmão foi morto também.

PP: Em um evento da Leica, eu ouvi Kim Phuc te chamar de “tio”. Como é a relação de vocês agora?

Nick Ut: Ela me chama de “Tio Nick”. Depois da foto, eu ia visitá-la o tempo todo. Ela é como minha família. Eu ligo para ela uma vez por semana. Ela às vezes diz “Ele me incomoda demais!”  Ela está só brincando.

Ela me diz “Tio Nick, eu te amo”. Nós somos como uma família agora. Eu ligo para ela o tempo todo.



PP: Que conselhos você pode dar para quem quer ser fotojornalista?

Nick Ut: As pessoas querem perigo. Não é fácil, é muito perigoso.

Primeira coisa. Muita gente aprende pela minha foto. Pessoas que querem ajudar. Quando você vê alguém levar um tiro, ou ser ferido, ou pessoas que precisam de ajuda, você não fica só olhando e deixa as pessoas morrerem.
Lembre de Kevin Carter e de sua foto do abutre esperando para comer a criança. Foi por isso que ele se matou. Com a garota atingida pelo napalm, se eu não a tivesse ajudado e ela tivesse morrido, eu teria me matado também.

Esse é o trabalho. As pessoas precisam aprender.

Além disso, lembre que há 40 anos, fotógrafos de guerra carregavam muitas câmeras pesadas, quase cem rolos de filme. Negativo, preto e branco, filme para slide... tudo em uma grande mochila.

Hoje, é mais fácil. Você só carrega duas câmeras e um laptop. Você pode enviar as fotos na mesma hora. Tão fácil.

30° Curso Abril de Jornalismo


Já começou a etapa de seleção para o Curso Abril de Jornalismo 2013. Se você se inscreveu fique atento pois os convocados para as entrevistas serão avisados por e-mail e telefone no inicio de novembro e a lista dos aprovados sairá em dezembro. 


O curso acontece em São Paulo, de 28 de Janeiro a 7 de Março.
O curso Abril de Jornalismo, também conhecido como CAJ, é o mais tradicional programa de treinamento editorial para recém-formados do Brasil. Sua missão é atrair jovens talentos editoriais para trabalhar na Editora Abril. O curso Já formou cerca de 1.800 profissionais em toda sua história. O curso é gratuito e a relação candidato/vaga é, em média, de 2.5 mil para 50 vagas.

Para mais informações acesse o site do curso, AQUI.


-Fonte: cursoabril.com.br

Fama e Anonimato

Autor: Gay Talese


O norte-americano Gay Talese foi um especialista em seguir os passos de celebridades e de pessoas desconhecidas para criar reportagens publicadas nas revistas Esquire e New Yorker. Lançado no Brasil, Fama e anonimato é uma coletânea de perfis publicados originalmente na imprensa a partir da segunda metade do século XX. 

Divide-se em três temáticas: a vida urbana em Nova York; a construção da ponte Verrazzano-Narrows; e a vida de artistas e esportistas americanos. Talese trabalha com detalhes aparentemente inúteis, mas que, por suas mãos, dão um ar interessante à narrativa. 
Um de seus perfis mais famosos, "Frank Sinatra está resfriado", é fundamental para entender a estrutura de um perfil. Nomaking off "Como não entrevistar Frank Sinatra", o jornalista conta a proeza de ter escrito sobre o cantor apenas pela observação e pela entrevista com pessoas que o cercavam, visto que não conseguiu entrevistá-lo.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

RP X Jornalistas: a rivalidade continua?

"A função de um RP na empresa é a de servir café." Brincadeiras como essa mistificam uma profissão que era tratada com desdém até a década de 80, quando a greve dos jornalistas de São Paulo deixou muitos profissionais desempregados, que procuraram na assessoria de imprensa a solução para o desemprego.


A preocupação das empresas com sua reputação tem elevado a importância dos profissionais de Relações Públicas. A valorização das redes sociais fez crescer ainda mais o papel do RP dentro da empresa, já que ele é responsável por criar relacionamentos e monitorar e gerir a comunicação corporativa.

O mercado de Relações Públicas é amplo, pois possibilita que o profissional trabalhe com eventos, com comunicação pública, assessoria de imprensa e comunicação interna. Nestas duas últimas, os RPs "disputam" vaga com jornalistas, que também atuam nessa área. Essa convergência criou uma rivalidade entre os dois tipos de profissionais?

A função do jornalista, em sua essência, é tornar possível o exercício do direito à informação por meio da difusão de informações importantes e verdadeiras. Esse é, inclusive, o objetivo dos cursos de Jornalismo: formar profissionais para informar à sociedade. Os profissionais de RP têm outro tipo de formação totalmente voltada à comunicação empresarial e à preocupação em preservar a imagem do cliente. Por que essa rixa então?

Formado em RP e Jornalismo, o coordenador do curso de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero, Luiz Alberto de Farias, acredita que essa rivalidade existe por causa do mercado: "A disputa existe. É histórica e motivada, dentre outras coisas, por questões de mercado e de empregabilidade", afirma.

A professora de Relações Públicas, Viviane Regina Mansi, completa essa ideia afirmando que "há disputa de mercado nessas áreas sim porque a formação de ambos permite executar um trabalho de qualidade no ambiente de trabalho".

Larissa Mello Fabião, estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero e estagiária em uma empresa de Comunicação Interna, defende que há uma carência de conteúdo corporativo no curso. "As faculdades de jornalismo deveriam se adaptar e incluir em seu currículo aulas de assessoria de imprensa e de comunicação corporativa", afirmou a estudante que diz não sentir rivalidade entre RPs e jornalistas tanto no ambiente acadêmico quanto no profissional.

No Brasil, jornalistas e RPs atuam em comunicação empresarial e não vão abrir não de ter essa "fatia" do mercado principalmente porque a área está em ascensão e os veículos de comunicação enfrentam crises.

Jornalista e professor da Faculdade Cásper Líbero, Hugo Studart acha que esse conflito exista especialmente porque "o jornalista costuma se sentir o rei da cocada preta como se fosse um canivete suíço preparado para jogar em 11 posições".

O estudante de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero, José Guilherme Florence, discorda e acrescenta "o jornalista acha que consegue realizar o trabalho de RP, mas não é verdade". Nesse sentido, o Professor Luiz Alberto de Farias defende que o espaço da comunicação corporativa não é jornalístico. "O jornalista precisa lembrar que em um campo jornalístico ele deve passar a pensar e a agir com a visão de planejamento e de avaliação da cultura organizacional que fazem parte da filosofia de relações públicas", completa ele.

Graduado em jornalismo e coordenador de atendimento na agência de comunicação empresarial ADS, Rodrigo Fonseca acredita que há uma grande convergência entre funções e espaços de RPs e jornalistas, sobretudo em agências de comunicação.

Igor Fuser, coordenador do curso de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, ressalta que "não podemos misturar as características essenciais de cada uma dessas duas profissões - totalmente diferentes - com o fato de que muitos jornalistas ao optar por assessoria de imprensa acabam, na prática, exercendo tarefas típicas de RPs."

Na prática, o convívio entre RPs e jornalistas é muito comum no ambiente corporativo e em assessorias de empresa.Viviane diz que o campo de relações públicas é tão vasto que não existe a menor necessidade de disputa de espaço com jornalistas nessa área. Será?

Fonte: Laís Peterlini/Universia Brasil

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Os destaques da Semana Estado de Jornalismo


Jornalismo qual é o nosso papel?

Palestras e debates incentivaram o fazer de um jornalismo ético, inovador, inteligente e eficiente

Na última semana aconteceu a Semana Estado de Jornalismo em parceria com o banco Santander. O primeiro dia de debate (22), com a temática "Jornalismo qual é o nosso papel?" - Com ou sem papel, lotou o auditório do jornal Estado de São Paulo. Que pareceu pequeno para concentrar todos aqueles alunos de cabeças fulminantes e sede de aprender. Ricardo Gandour, diretor do Estado de São Paulo, Thomaz Souto Correa, colunista também do grupo Estado e Alberto Dines fundador do Observatório na Imprensa formaram o primeiro trio de palestrantes. Ícones no veículo impresso, eles defenderam a ideia de que o jornalismo de papel não vai acabar tão cedo, se souber se reciclar.

Estudantes de Jornalismo no primeiro dia de debates e
palestras na Semana Estado de Jornalismo
Foto: Divulgação
   

Segundo Gandour, é importante voltar aos fundamentos básicos do jornalismo. Atitude jornalística, curiosidade de sempre fazer mais e domínio da narrativa. "É com a união desses três itens que se faz jornalismo. Do contrário vai ser qualquer coisa, menos jornalismo". Thomas Souto também falou dos quesitos básicos do jornalismo. "Quando se esquece o óbvio, a gente erra com facilidade". Roberto Dines se apresentou por último e arrancou risos da plateia quando começou dizendo: " É impossível falar em 15 minutos, é como twittar sei lá quantos caracteres". Segundo Dines, o jornalismo que é uma das últimas profissões românticas está em risco. "A imprensa está atravancada. Os jornalistas velhos vão para as ruas, e os novos estão desnorteados".

Ainda na segunda-feira, para falar sobre o tema "Nossa ética muda", os palestrantes convidados foram Eugênio Bucci, professor da ECA-USP, Marcelo Consentino editor da revista Dicta e Contradicta e Marcos Madureira, diretor executivo do banco Santander. Segundo Bucci, a velocidade dos acontecimentos mudaram, mas isso não interferiu na essência da ética. "É preciso buscar falar a verdade sempre, independentemente dos interesses". Consentino fez um panorama geral sobre os conceitos básicos da ética. "A verdadeira moral não se contenta com o jornalismo correto, mas em fazer o melhor jornalismo". Madureira fechou o primeiro dia de palestras de debates ressaltando que os verdadeiros valores da ética não mudaram. "Isso porque a ética do jornalista, é a mesma ética do cidadão".

No dia (23), com o tema "Reportagem Investigativa no Cotidiano", Alana Rizzo jornalista investigativa na ABRAJI, Daniell Bramatti, repórter e blogueiro do Públicos e Marina Amaral uma das fundadoras da Agência Pública falaram sobre o jornalismo investigativo. Os três palestrantes destacaram que a lei de acesso a informação está ajudando muito no trabalho dos jornalistas, já que disponibiliza materiais que antes não tinham acesso. Marina também defendeu a ideia de que na internet tem sim espaço para um jornalismo aprofundado. "Lá na Agência Pública, por exemplo, produzimos material de qualidade e extremamente jornalístico".

No segundo bloco da terça-feira com o tema "A política mais perto do leitor", estiveram presentes o Bruno Incao do Voto Consciente, José Roberto de Toledo jornalista no Estadão Dados e Milton Jung idealizador no projeto Adote um vereador. Os três destacaram que é fundamental aproximar o cidadão da política. Segundo Milton precisamos estar antenados. "Nós precisamos controlar o que está acontecendo com os políticos, porque eles mexem com o nosso dinheiro".

Estudantes da USCS no 3° dia da Semana
Estado de Jornalismo comJosé Eduardo Barella,
editor de Vidas no jornal Estado de São Paulo
Foto: Divulgação
No terceiro dia (24) da Semana Estado de Jornalismo para falar sobre Cultura "Do clássico á periferia", os palestrantes convidados foram Flávia Guerra, jornalista do caderno de Cultura do jornal Estado de São Paulo, Ignácio de Loyola Brandão, escritor e colunista também do grupo Estado e José Mauro um dos idealizadores da Virada Cultural. "Do lixo ao luxo", brincou Flávia. Segundo ela o olhar do jornalista cultural tem um pouco de tudo. "Além de informar, ele forma. O jornalista tem que se permitir emocionar". Ignácio começou arrancando aplausos da plateia quando disse "Não sou mais jornalista diário ou mensal. Mas adorei ser jornalista nos 60 anos da minha vida que trabalhei com isso". Segundo ele, é preciso ir atrás daquilo que está escondido. "Afinal quando se tem sonho e paixão o resto vem". Ignácio terminou sua palestra afirmando que com o avanço da internet hoje em dia os jornalistas tem tudo nas mãos. "Vocês só não serão jornalistas se vocês não quiserem".    
Estudantes da USCS no 3° dia da Semana Estado de Jornalismo
com o jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão
Foto: Vinicius Machado

Ainda no dia (24) para falar sobre "A história escrita por jornalistas" , estiveram presentes Ivan Miraglia, jornalista do Grupo Estado de São Paulo, Leandro Narloch também jornalista do grupo Estado e autor do livro "Guia politicamente correto da história do Brasil", e Marcelo Duarte autor da serie "Guia dos Curiosos" e apresentador na rádio Band News. Os três destacaram que é possível ser escritor e jornalista ao mesmo tempo, desde que a notícia não seja esquecida. Segundo Marcelo é na grandeza do jornalismo que se escondem os detalhes. "Não podemos deixar aquele olhar curioso que temos quando crianças se perder".                                

No último dia (25), com o tema (In)formando o cidadão, a plateia contou com a presença de José Eduardo Barella, editor de Vida no jornal Estado de São Paulo, Priscila Cruz que trabalha na organização Todos pela Educação e Fernanda Campagnucci que trabalha no Observatório da Educação. Priscila destacou o impacto que o jornalismo educacional tem na gestão de políticas públicas. Segundo ela, parece que a população se acostumou com a situação ruim da educação no Brasil. "Precisamos ficar indignados com essa situação lamentável nas salas de aula."

Para falar sobre "Os desafios da notícia", na última rodada de palestra estiveram presentes Epitácio Pessoa fotógrafo do jornal Estado de São Paulo, Lourival San´t Anna repórter especial também do jornal Estado e Andreia Lago da Agência Estadão. Andreia destacou o quanto um jornalista precisa pensar rápido e ser perspicaz quando se trabalha com informação em tempo real. " Aqui na Agência Estadão eu trabalho com um universo que conta o fato no exato momento em que ele acontece".




Por Regine Wilstom

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Abertas inscrições para o Programa de trainees da Folha


A Folha receberá até 5 de novembro inscrições para os programas de treinamento em jornalismo diário que serão realizados em 2013.

O objetivo é selecionar jovens talentosos e ensiná-los na prática os princípios e as ferramentas que norteiam o modo Folha de fazer jornalismo diário, tanto impresso quanto multimídia.

Durante 16 semanas, 12 trainees terão aulas e farão exercícios de redação e reportagem, nos quais aprendem a aplicar o "Manual da Redação" do jornal e a visão de jornalismo explicitada no projeto editorial da Folha.

As duas provas que fazem parte do processo de seleção para as turmas 55 (de março a junho de 2013) e 56 (de agosto a novembro de 2013) serão realizadas no final de 2012 ou no início de 2013.

O site do programa traz informações sobre a seleção, o link para preencher a ficha de inscrição e uma descrição mais detalhada das atividades.

O programa de treinamento do jornal é patrocinado pela Philip Morris Brasil, pela Odebrecht e pela Ambev.


Fonte: Folha de São Paulo.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Aniversário do Caminhos Alternativos - Viver para sentir

Viver para sentir - Caminhos alternativos comemora o aniversário de 4 anos no Itaú Cultural
Foto: Facebook Caminhos Alternativos
Edição comemorativa de Caminhos Alternativos foi marcada por emoção

É preciso viver para sentir. Sentir para viver. Comemorando os 4 anos de Caminhos Alternativos, o programa tratou de sentimentos e sensações que envolvem os seres humanos


Na edição comemorativa do aniversário de 4 anos do programa Caminhos Alternativos pela rádio CBN, o Itaú Cultural esteve em festa no sábado (20). Numa apresentação de Fabíola Cidral e Petria Chaves, a gravação do programa contou com as participações da fundadora da comunidade Zen Budista, Monja Coen, o instrutor de ioga e professor da USP e UniFMU, Marcos Rojo e o médico ayurveda e pesquisador da USP, César Deveza.

Foi uma manhã de festa marcada por muitas energias, sentimentos, sensações e pensamentos que repercutiam por todos aqueles que estavam presentes no espaço Itáu Cultural, além daqueles que não puderam comparecer a gravação mas se sensibilizavam ouvindo pela rádio.
Viver para sentir foi o tema dessa edição comemorativa. E só é possível sentir se vivermos. Com cerca de uma hora e meia de programa os convidados e as apresentadoras, além da participação da plateia conversavam sobre os sentidos e sentimentos que envolvem os seres humanos. A monja Coen falou sobre o fato de sermos semelhantes, já que todos nós somos seres humanos. É possível  reconhecer uns nos outros sentimentos como a tristeza, alegria, desinteresse, entusiasmo. "Se eu sou capaz de ver o outro, sentir o outro verdadeiramente, não como eu quero que ele seja, mas como ele realmente é. Eu vou cortar barreiras e assim posso falar com o outro ser humano de mente para mente, coração para coração".

A monja ressaltou ainda a importância de não esconder os sentimentos. Olhar as pessoas nos olhos, ouvi-las, senti-las. "Não ter medo de demonstrar a sensibilidade, mostrar as ideias, os seus conceitos. Não ter medo de se expor".


Fernanda Paradela acompanhou o programa pela  rádio e demonstrou o quanto gostou dessa edição comemorativa. "Eu agradeço as apresentadoras Fabíola Cidral e Petria Chaves por iluminar as nossas mentes com ideias e opções para viver melhor".

Fabíola Cidral (esq.) e Petria Chaves depois da gravação do programa Caminhos Alternativos
Foto: Facebook Caminhos Alternativos


"Foi uma emoção incrível. Olhar, sentir e tocar nos nossos companheiros de caminhada nos dá mais força e energia para seguir adiante. Quando meditamos juntos lá rolou uma energia impressionante. Todo mundo quer viver melhor e quando a gente se une neste propósito o caminho fica mais fácil."  Fabíola Cidral



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Curso de Jornalismo Esportivo


Às vésperas de megaeventos esportivos, como Copa das Confederações e Copa do Mundo, este curso objetiva fornecer ao participante uma visão geral sobre o campo de trabalho na atualidade, além de ensinar técnicas essenciais para o cumprimento adequado da profissão. A partir do relato de experiências vividas na cobertura diária, serão apresentadas as necessidades específicas para ser um jornalista esportivo de sucesso.

Conteúdo:

  • O panorama atual das redações em jornais, revistas, websites, rádios e televisão;

  • Definição dos pré-requisitos específicos da carreira de repórter e editor de esportes nos diversos meios (impresso, online, rádio e televisão);

  • Fundamentos técnicos da cobertura esportiva e suas diferenças para outras editorias;

  • Definição e descrição das técnicas de pauta, cultivo de fontes, entrevistas e redação na área esportiva;

  • Debate dos vícios, desvios e erros mais comuns no jornalismo esportivo;

  • Estudos de caso em coberturas de eventos esportivos.

Professor:

Paulo "Mancha" D'Amaro é jornalista formado pela ECA (USP) em 1991, com passagens pelas editoras Abril e Globo. Atualmente, dirige a Extra Point Comunicação Corporativa e é editor-chefe das revistas "Viajar pelo Mundo", "Experience" e “Futebol Americano Especial”.

Local:

Espaço Paulista (Av. Paulista, 807 - 17º andar, conjunto 1718 - Cerqueira César)

Data:

20/10/2012 das 9h às 18h

Investimento:

R$ 450,00


Para fazer sua inscrição basta entrar no site Comunique-se.com



-Fonte: Comunique-se.com.br

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vida de Jornalete


Todo dia acordo cedo,
Com a pauta na cabeça,
Quando eu chego no jornal, encontro um jabá

Tá sempre cheia a redação
Faço cidades e serão
No outro dia, a manchete é do QIzão

Queria ver o dono escrevendo o  jabá,
 Eu ia rir de me acabar
Queria ver patrãozinho aqui no meu lugar
Quando a chuva despencar

Minha colega quis botar
Aplique no cabelo dela,
Gastou um extra que era da parcela

Os cara da diagramação,
Ganham quase o meu salário
Ficam rindo que o diploma não vale mais nada

Queria ver o dono escrevendo o  jabá,
 Eu ia rir de me acabar
Queria ver patrãozinho aqui no meu lugar
Quando a chuva despencar

Levo a vida de jornalete eu pego as 7,
Se o plantão tem acidente, não tem hora pra voltar
Um dia compro apartamento e viro socialite
Ou vou pra Globo famosa ficar! ♪


É queria ver você postando aqui no meu lugar, eu ia rir de me acabar ♪

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Sebastião Salgado recebe prêmio ambiental


O famoso fotojornalista foi o vencedor da terceira edição do prêmio Personalidade Ambiental, da organização WWF.

Autor de trabalhos renomados, como Trabalhadores (1996), Terra (1997), Serra Pelada (1999) e Exodos (2000), e vencedor de diversos prêmios, entre eles o World Press Photo, o brasileiro é um dos mais respeitados fotógrafos da atualidade.
Acampamento da tribo Dinka. Sudão do Sul, 2006.

O prêmio
Entregue a cada dois anos, o Prêmio WWF-Brasil Personalidade Ambiental é concedido a uma pessoa reconhecida por seu trabalho pela conservação da natureza e pela promoção do desenvolvimento sustentável no nosso País.

A primeira edição do prêmio foi entregue a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Na segunda edição, o vencedor foi o Dr. Carlos Nobre, pesquisador-titular e coordenador do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

terça-feira, 16 de outubro de 2012

E se fosse no Brasil?

Foto: Divulgação

No filme Mera Coincidência (Wag the Dog), de 1997, um presidente americano que tenta a reeleição se envolve num escândalo. O governante é acusado de abuso sexual por uma adolescente dias antes da eleição. 

Com medo de não se reeleger o político tenta mudar sua a imagem perante o povo através dos meios de comunicação. 

O longa-metragem mostra como a mídia é induzida a relatar fatos “oficiais” que são inventados por assessores da Casa Branca e do presidente, transformando a imagem do político em algo melhor do que seria ou estava. 


Com informações falsas e mega produções a favor do presidente, cria-se uma guerra falsa onde o país está envolvido, fazendo com que o escândalo perca força nos meios de comunicação. Mas sempre com o adversário político do atual presidente tentando trazer o escândalo de volta ao público. 

Isso segue até próximo às eleições, quando um dos envolvidos tenta contar o que houve para ganhar fama. 

Vale a pena ver o filme, mas... E se fosse no Brasil? Como agiriam os assessores e políticos daqui? 

Se tivessem um pingo de juízo, simplesmente abririam mão de tentar esconder a verdade, uma vez que a cultura americana é totalmente diferente da nossa num ponto crucial (que mostrarei adiante). Mas partindo do pressuposto de que o presidente fosse tentar a reeleição, e ainda assim é difícil afirmar, creio que agiriam da mesma maneira. 

Cena extraída do filme
No filme, uma guerra é inventada, e aí é que está o ponto crucial da nossa diferente formação cultural. Essa desculpa, muito forte, não vingaria em terras brasileiras, teriam que adotar outra estratégia. 

Acredito que a primeira tática, e talvez a mais provável e eficaz aqui, seria achar indícios de que essa adolescente já tivesse problemas semelhantes, ou seja, tentar de alguma maneira transferir a culpa do presidente para a garota. Ainda assim, penso que o político não seria reeleito. 

No longa não é mostrada a troca de poderes existente entre Estado e mídia, mas lá no Estados Unidos a guerra vende e já está no DNA do país. Aqui no Brasil, mesmo existindo essa aliança de influências, não sei se existiria uma manchete maior que o envolvimento do presidente num escândalo sexual. 

(Apenas para constar, o filme foi baseado no livro American Hero, de 1993, do escritor Larry Beinhart. Muito antes do do caso Bill Clinton X Monica Lewinsky, vir à tona, em 1998.)

domingo, 14 de outubro de 2012


Olá visitantes do blog e amigos da Ajo. 
Nos últimos dias li um clássicos da literatura universal.
 A revolução dos bichos, de George Orwell.

É um livro pequeno, de 103 páginas, com um tipo de leitura fácil e gostosa.
 A revolução dos bichos é vista como uma fábula do poder que, foi lida até por crianças.
Com uma história de fácil entendimento, que faz analogias à ditadura de Stalin, pode-se dizer que é um enredo atemporal. 
Noções de proletariado, burguesia, direita e esquerda, abusos de poder e repressão são tratadas de forma didática, através de alusões a episódios ocorridos durante a Revolução Russa.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

INSCRIÇÃO SEMANA ESTADO DE JORNALISMO!


Tivemos neste início de semana a confirmação da realização da Semana Estado de Jornalismo/Prêmio Santander Jovem Jornalista, que é um dos principais eventos organizados por meios de comunicação, voltado especificamente a contribuir para a formação profissional dos estudantes de Jornalismo.

Neste ano o evento ocorrerá entre 22 e 25 de outubro e terá o tema "Jornalismo - Qual é nosso papel?", contando com a participação de nomes consagrados do jornalismo no país (confira detalhes no texto de divulgação, logo abaixo).

Além de acompanhar a Semana Estado, os alunos que comparecerem em 100% das atividades poderão participar da 7a edição do Prêmio Santander Jovem Jornalista, por meio da produção de um texto jornalístico. Os seis finalistas terão seus textos publicados no site do Estadão e receberão um notebook. O vencedor receberá uma bolsa de estudos para um semestre letivo na Universidade de Navarra, na Espanha, em 2013.

A USCS terá a oportunidade de inscrever 10 alunos para participarem GRATUITAMENTE do evento, que será realizado no Auditório do jornal O Estado de S. Paulo (av. eng. Caetano Álvares, 55 - Bairro do Limão - São Paulo), de 22 a 25 de outubro, das 14 às 17 horas.

As inscrições DEVEM SER FEITAS IMPRETERIVELMENTE ATÉ O DIA 15/10, por e-mail (flaviojornal@yahoo.com.br), ou pelo link "fale com o gestor" no Portal do Aluno no site da USCS.

Se tivermos um número excessivo de inscritos, será dada prioridade aos estudantes que estão no final do curso e, posteriormente, à data da inscrição.


MATERIAL DIVULGAÇÃO SEMANA ESTADO DE JORNALISMO 

Alberto Dines, editor responsável do Observatório da Imprensa, Thomaz Souto Corrêa, vice-presidente do Conselho Editorial da Abril, e Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, darão início a edição 2012 da Semana Estado de Jornalismo, no próximo dia 22 outubro, na sede do jornal O Estado de S.Paulo. Cada um deles, com base em suas experiências profissionais, conduzirá os jovens estudantes de Jornalismo a uma reflexão sobre os aspectos mais relevantes da imprensa, avaliando como tem sido “Nosso papel – com ou sem papel”, tema do painel de abertura do evento.

O programa, promovido em parceria com o Prêmio Santander Jovem Jornalista, terá como tema central  "Jornalismo – Qual é o nosso papel?" e pretende debater, de 22 a 25 de outubro, a seriedade na apuração, a qualidade e credibilidade da informação, o compromisso ético com as fontes e o leitor, em qualquer que seja a editoria ou plataforma. Em cada uma das tardes, das 14 às 17 horas, dois temas diferentes serão apresentados por três palestrantes. Assim, os 200 estudantes que se inscreverem para participar do evento estarão em contato com reconhecidos jornalistas como Eugênio Bucci – professor da ECA/USP e colunista em várias publicações, Milton Jung – idealizador do projeto Adote um Vereador, Flávia Guerra – jornalista de cultura e autora do blog Na Perifa, José Roberto de Toledo – jornalista especializado em RAC e membro da ABRAJI, e Andréia Lago – editora e colunista da Agência Estado, entre outros.

As palestras poderão ser acompanhadas também pela internet, no site do Santander, mas apenas os estudantes que tiverem 100% de presença na Semana Estado poderão concorrer ao 7º Prêmio Santander Jovem Jornalista. Para participar, o aluno deverá produzir um texto jornalístico a partir de pauta definida no primeiro dia do evento. Os seis finalistas ganharão um notebook e terão seus textos publicados no site do Estadão. O vencedor receberá uma bolsa de estudos para um semestre letivo na Universidade de Navarra, em Pamplona (Espanha), no ano de 2013.

As vagas para o evento são limitadas. Os alunos que desejarem participar devem entrar em contato com os coordenadores dos cursos de Jornalismo, responsáveis pelas inscrições. Os regulamentos estão disponíveis no link http://migre.me/b1lQD

  
SEMANA ESTADO DE JORNALISMO || 7º PRÊMIO SANTANDER JOVEM JORNALISTA

22 a 25 de outubro de 2012 – das 14 às 17 horas
Sede do jornal O Estado de S. Paulo
Av. Eng. Caetano Álvares, 55 – Bairro do Limão