home historia Infojorn radio video olharsocial equipe

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Coutinho, o artista das pessoas comuns

A afirmação que o cinema é apenas morada de filmes de ficção americanizada é uma realidade até a “página dois”. Afinal, o jornalismo também tem espaço na sétima arte. E assim se fez Eduardo Coutinho, com seu incrível “senso de realidade”, o diretor conseguiu transmitir a vida cotidiana para as telas de cinema, “ele sempre foi movido por uma ideia forte do cinema novo que era de fazer com que o cinema mostrasse uma realidade do país que não se via nas telas, diferente dos filmes americanos que passavam na época [...] Ele ao contrário, com essa ideia de mostrar o Brasil para os brasileiros, foi um cara de grande destaque”, comenta o professor da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Herom Vargas.

O cinema (e o jornalismo) realmente sofreu um enorme baque com a notícia do assassinato de Coutinho. Idealizador de diversos documentários, entre eles o “Peões”, contando a história de metalúrgicos que foram companheiros de Lula, mas que “não são as pessoas conhecidas, as que se tornaram deputados, pessoas importantes e reconhecidas. São as pessoas anônimas, que fizeram a História” explica o também professor da USCS, Valdir Boffetti.

A sétima arte está com carência de pessoas como Eduardo Coutinho, e, certamente, o cinema jamais terá uma pessoa com tantas histórias de vida e tanto amor pelo documentário e pelas pessoas comuns como Coutinho.

Filme Peões:


Nenhum comentário:

Postar um comentário