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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

“Jornalista sem curiosidade morre de fome”

No início da graduação de jornalismo os alunos aprendem as perguntas mais comuns realizadas durante a profissão: o que, quando, onde, como, por que e quem. As respostas são encontradas nas primeiras linhas de um texto jornalístico, denominado lead. Mas, além dos questionamentos comuns a todos o jornalista precisa ter curiosidade muito maior. Além de responder o lead, deve levar informações interessantes ao leitor e que proporcionem leitura não apenas agradável, mas enriquecedora. Está aí o problema. A falta desse “mais” tem empobrecido o texto de vários novatos.


As perguntas que aguçam algo novo devem estar na ponta da língua dos futuros jornalistas
“A primeira qualidade de um repórter poderia ser respondido que é a curiosidade.” É o que diz a professora Thaïs Mendonça Jorge no livro “Manual do Foca”. As perguntas que aguçam algo novo devem estar na ponta da língua dos futuros jornalistas. Quando as perguntas não aparecem, algo que poderia enriquecer a reportagem, como uma história, um apelido curioso, ou até mesmo uma novidade para o leitor, passam totalmente despercebidos.

A falta de malícia dos aprendizes como repórteres é um dos motivos para os quais perguntas, que seriam tão obvias a jornalistas mais experientes, não sejam sequer pensadas. Por isso, espera-se que, com o tempo, os estudantes entendam o quanto ser superficial nesta profissão pode lhes prejudicar. Fica um alerta, como apresenta a jornalista Ana Estela de Sousa Pinto, no livro “Jornalismo Diário”: “No geral, o bom jornalista deve ser curioso, interessado em notícias e rigoroso com a exatidão”.


Por isso, ser inexperiente não pode se tornar uma desculpa para que os futuros repórteres deixem de perguntar nas próximas edições, pelo contrário, devem questionar ainda mais. Para ressaltar a importância da curiosidade, vale lembrar a frase do jornalista Fábio Luporini, repórter de cultura do Jornal de Londrina, em entrevista concedida no ano passado para estudantes do primeiro ano de jornalismo da Unicesumar: “jornalista sem curiosidade morre de fome”. É melhor aprender o quanto antes para garantir o pão de cada dia.  

Fonte: Jornal Matéria Prima 
Adaptação: Caroline Ribeiro

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