No início da graduação de jornalismo os alunos aprendem as
perguntas mais comuns realizadas durante a profissão: o que, quando, onde,
como, por que e quem. As respostas são encontradas nas primeiras linhas de um
texto jornalístico, denominado lead. Mas, além dos questionamentos comuns a
todos o jornalista precisa ter curiosidade muito maior. Além de responder o
lead, deve levar informações interessantes ao leitor e que proporcionem leitura
não apenas agradável, mas enriquecedora. Está aí o problema. A falta desse
“mais” tem empobrecido o texto de vários novatos.
As perguntas que aguçam algo novo devem estar na ponta da
língua dos futuros jornalistas
“A primeira qualidade de um repórter poderia ser respondido
que é a curiosidade.” É o que diz a professora Thaïs Mendonça Jorge no livro
“Manual do Foca”. As perguntas que aguçam algo novo devem estar na ponta da
língua dos futuros jornalistas. Quando as perguntas não aparecem, algo que
poderia enriquecer a reportagem, como uma história, um apelido curioso, ou até
mesmo uma novidade para o leitor, passam totalmente despercebidos.
A falta de malícia dos aprendizes como repórteres é um dos
motivos para os quais perguntas, que seriam tão obvias a jornalistas mais
experientes, não sejam sequer pensadas. Por isso, espera-se que, com o tempo,
os estudantes entendam o quanto ser superficial nesta profissão pode lhes
prejudicar. Fica um alerta, como apresenta a jornalista Ana Estela de Sousa
Pinto, no livro “Jornalismo Diário”: “No geral, o bom jornalista deve ser
curioso, interessado em notícias e rigoroso com a exatidão”.
Por isso, ser inexperiente não pode se tornar uma desculpa
para que os futuros repórteres deixem de perguntar nas próximas edições, pelo
contrário, devem questionar ainda mais. Para ressaltar a importância da
curiosidade, vale lembrar a frase do jornalista Fábio Luporini, repórter de
cultura do Jornal de Londrina, em entrevista concedida no ano passado para
estudantes do primeiro ano de jornalismo da Unicesumar: “jornalista sem
curiosidade morre de fome”. É melhor aprender o quanto antes para garantir o
pão de cada dia.
Fonte: Jornal Matéria Prima
Adaptação: Caroline Ribeiro

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