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quinta-feira, 22 de junho de 2017

Caso Celso Daniel x Jornalismo Investigativo

Livro de professor da USCS permite reflexão do leitor sobre caso de grande repercussão na mídia brasileira



Está saindo da forma o livro Caso Celso Daniel: o jornalismo investigativo em crise, escrito pelo professor da USCS, Eduardo Luiz Correia. A obra inicialmente foi apresentada como tese de doutorado em 2012 na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e rendeu ao autor o prêmio de melhor trabalho pela comissão avaliadora da oitava edição do PAGF (Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo).

Livro Caso Celso Daniel: o jornalismo investigativo em crise
Foto: Eduardo Luiz Correia

Após 15 anos da trágica morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, o caso ainda gera muitas interrogativas e este livro, de acordo com sua apresentação, tem o propósito de “entender como se forma o imaginário coletivo de um acontecimento, tornado escândalo político-midiático, formado a partir de intensa cobertura da imprensa, com idas e vindas, ditos, desditos e contraditos, forjado sob uma narrativa de certo modo arquetípica a conduzir a trama”.  
Eduardo Luiz Correia
Foto: Divulgação Facebook

“A obra representa, antes de mais nada, minha visão sobre o acontecimento, que foi a trágica morte de Celso Daniel assim como seus desdobramentos. Minha expectativa é que o livro abra um debate sobre o jornalismo investigativo praticado no país que, para mim, é mais o chamado 'jornalismo sobre investigações' o que se faz na imprensa hoje”, explica o professor de comunicação da USCS Eduardo Luiz Correia. 

Para adquirir o livro Caso Celso Daniel: o jornalismo investigativo em crise, basta acessar o site da editora ou entrar em contato diretamente com o professor Eduardo via Facebook.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Jornalismo Investigativo - À procura da verdade oculta


De cara limpa ou por trás das câmeras, o jornalista se arrisca 


Crédito: Divulgação - Casa dos Focas

Capa, chapéu e lupa na mão. São as três primeiras coisas que vêm à cabeça quando pensamos em investigação. Quem não gosta de desvendar mistérios e se inspirar no famoso detetive Hercule Poirot dos livros de Agatha Christie?

O jornalismo investigativo fundamenta-se em trazer à luz questões que antes nos eram ocultas. Uns acreditam que ele não existe, com a afirmação de que todo jornalismo é investigativo. Outros apontam a sua ligação com casos policiais e há quem diga que trata de assuntos tabus, encobertos pela sociedade. 

As revelações das reportagens investigativas atraem o público, que emite opiniões sobre seus conteúdos. Nesse sentido, este tipo de jornalismo não tem somente a função de elucidar determinados fatos, mas, comumente, faz uso de um discurso condenatório quando algo está errado. Com base nisso, todo cuidado é pouco. O repórter precisa ter preocupação redobrada com os textos, apurar minuciosamente o material e ter as provas de tudo o que descobriu. Ser jornalista investigativo é recompensador, envolve cunho social, mas é perigoso.

Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, conhecido como Tim Lopes, foi um repórter investigativo brasileiro e produtor da Rede Globo de Televisão. Antes dele, quase não se faziam investigações mais aprofundadas no país. O jornalista se aventurava em locais de difícil acesso pela periculosidade, para encontrar fontes e evidências que confirmassem suas suspeitas. Em 02 de junho de 2002, o profissional foi assassinado por traficantes da favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, na ocasião em que investigava um baile funk na região, onde havia tráfico de drogas e abuso de menores de idade. Esse acontecimento serviu de alerta para a classe, que começou a se atentar mais para a segurança e aos limites. 

Outros importantes nomes do jornalismo nacional se destacaram na prática de grandes investigações, como Percival de Souza e Caco Barcellos, que se apresentam na mídia televisiva de rosto limpo. Já Eduardo Faustini prefere não mostrar o rosto, suas matérias são divulgadas no Fantástico, mas ninguém o conhece.

Para você se inteirar um pouco mais sobre jornalismo investigativo, veja algumas dicas de bons livros:


Rota 66: A história da polícia que mata
Livro-reportagem do jornalista Caco Barcellos, publicado pela primeira vez em 1992, que traz uma vasta investigação sobre ações da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), unidade especializada da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A obra conquistou o prêmio Jabuti na categoria Reportagem em 1993. 













Narcoditadura: um dos maiores casos de jornalismo investigativo sobre o crime organizado 
Neste livro lançado em 2014, o jornalista Percival de Souza conta a história de Tim Lopes, repórter investigativo da Rede Globo morto durante apuração de reportagem, bem como o cenário da segurança pública brasileira. 











50 anos de crimes
O autor Fernando Molica reúne as melhores reportagens policiais da década de 1950 até os dias de hoje. Casos que marcaram época como o de Chico Picadinho, Aída Curi e Cara de Cavalo integram a obra, com lançamento em 2007. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Inscrições abertas para o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo



Estão abertas as inscrições para o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Abraji, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. O evento será nos dias 23, 24 e 25 de junho no campus Vila Olímipia da Faculdade Anhembi Morumbi (Rua Casa do Ator, 275).

O Congresso contará com cerca de 70 palestras, painéis e cursos práticos, e abordará temas como cobertura política, corrupção, financiamento de jornalismo independente, jornalismo de dados, bastidores da reportagem, técnicas de apuração e redação e muito mais.

O grande destaque fica por conta das jornalistas Tai Nalon, diretora da agência Aos Fatos e Cristina Tardáguila, da Agência Lupa. Ambas as agências trabalham com a verificação de veracidade de notícias ligadas principalmente ao campo político. Elas irão ministrar um debate sobre o porquê desse tipo de agência estar ganhando protagonismo em tempos de web jornalismo. A jornalista argentina, Laura Zommer, da agência portenha de checagem Chequeado, deverá ter sua presença confirmada até o fim dessa semana.

O evento trará ainda uma homenagem à Elvira Lobato, ex-repórter do jornal Folha de São Paulo. A jornalista, que dedicou 38 anos ao jornalismo investigativo, terá um mini documentário sobre sua carreira exibido no Congresso.

Outras palestras ficarão por conta de Alessandra Vilas Boas e Cláudia Antunes (Como cobrir crises humanitárias), Flávio Ferreira e Filipe Coutinho (Como o jornalismo conseguiu andar lado a lado com a Lava Jato), Rodrigo Mattos e Lúcio de Castro (Investigação em esporte com documentos públicos), a argentina Mariana Walker Guevara e Fernando Rodrigues (Por trás do Panama Papers), o americano Bob Garfield (O colapso econômico da imprensa: há luz no fim do tunel?) e muitos outros.


Para fazer sua inscrição, clique aqui.
E para ver a programação, clique aqui.

domingo, 24 de agosto de 2014

Agência Pública lança projeto para checar dados apresentados no Horário Eleitoral


Foto: Reprodução/Agência Pública
A Agência Pública de Jornalismo Investigativo lançou na última terça-feira (19) o projeto “Truco”, que tem como objetivo checar e contextualizar informações e dados veiculados nos programas dos candidatos à Presidência da República no Horário Eleitoral Gratuito.

A ideia do projeto é averiguar até que ponto as informações repassadas ao público são verdadeiras e desafiar os candidatos a explicarem promessas e dados que sejam aparentemente insustentáveis, distorcidos ou discutíveis.


Para acompanhar o projeto e saber como irá funcionar a checagem de dados, acesse: http://apublica.org/truco/

(Com informações do Portal Imprensa)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo divulga grade da Conferência.


A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo divulgou grade completa da Conferência Global de Jornalismo Investigativo (Abraji).

O encontro acontecerá no Rio de Janeiro do dia 12 ao dia 15 de outubro. O encontro será realizado pela Global Investigative Journalism Network (GIJN) e irá reunir outros dois eventos, 8º Congresso da ABRAJI e a 5ª Conferência Latinoamericana de Periodismo de Investigación (COLPIN), Instituto Prensa y Sociedad.

Os eventos vão contar com cerca de 1.200 pessoas, 150 painéis, workshops e pequenos cursos. As pessoas que se inscreverem poderão circular pelas palestras que vão acontecer no encontro.

Entre os nomes brasileiros está a participação de Caco Barcellos (Globo), Roberto Cabrini (SBT), Eliane Brum (colunista no site da Revista Época) e Miriam Leitão (O Globo).

A grade completa pode ser visualizada no site da Abraji. 

(Fonte: Portal Comunique-se)