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Mostrando postagens com marcador A vida de jornalista como ela é. Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A morte do jornalismo segundo o Netflix


House of cards estreia sua quarta temporada em 4 de março. A aclamada série do Netflix tratou e trata o jornalismo com crueldade. 
Nos primeiros episódios tudo indica que a trama se desenvolverá em volta de dois protagonistas, o Deputado Frank Underwood (Kevin Spacey) e a jornalista Zoe Barnes (Kate Mara). A relação inicial deles é a de fonte e jornalista, porém, o deputado se favorece mais das notícias "vazadas", do que o fictício jornal The Washington Herald (referência clara ao Washington Post). 
Post, opa, Herald quer se manter o mais clássico possível, sem blogs para continuar o máximo possível no papel. E por esse motivo vai perdendo sua força entre o grande público. Coincidência? Acho que já vi essa história em algum lugar. 
Para quem já viu a série, Barnes representa o jornalista "inocente", ela está no inicio da carreira e possui algumas falhar éticas, como por exemplo, se relacionar com Underwood, a fonte. 
Zoe é facilmente manobrada e descartada pela equipe do deputado, e Frank demonstra que o foco é dele ao jogá-la para a morte. Quase uma referência direta ao controle político que é exercido sobre os jornais atualmente. Talvez até uma profecia sobre a morte do jornalismo padrão. 
Mais adiante uma jornalista mais experiente entra em cena, mas deixemos essa parte da história para depois. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A vida de jornalista como ela é

Uma daquelas leituras que deveriam ser  obrigatórias na faculdade de jornalismo para aprendermos e rirmos um pouco sobre “a vida de jornalista como ela é”. Com muito bom humor, os irmãos gêmeos  Anderson e Emerson, ou melhor, Duda Rangel, arranca muitas risadas com cada texto que é impossível o leitor jornalista não se identificar nem se apaixonar mais pelo jornalismo.

Tudo começou com o blog “desilusões perdidas”, criado por eles para compartilhar histórias deles próprios e de amigos, usando o pseudônimo de Duda Rangel. Um jornalista meio  desajustado na vida, mas que sofre daquilo que Gabriel Garcia Márquez chama de “paixão insaciável pelo jornalismo”.


Depois do sucesso do blog e mais de 500 textos publicados, resolveram escolher seus melhores textos, crônicas e contos, e juntá-los em um livro, separado por categorias como faculdade e desemprego. O livro é independente e pode ser adquirido pelo site deles http://desilusoesperdidas.blogspot.com.br/


"Ser jornalista é... 
Escutar briga de vizinho com um copo na parede.
Curtir muito mais jogar Detetive do que Banco Imobiliário.
Gostar de ler até bula de remédio.
Ter reputação de paquerador de tanto olhar para os lados.
Desafiar o tempo. O tempo todo.
Ser meio Dom Quixote, meio Aureliano Buendia.
Viver na rua mesmo tendo casa e família.
Contar causos fantásticos. E não ficar com fama de pescador.
Ser ranzinza bem antes de ficar velho.
Ser jornalista é ser jornalista até nas horas vagas".