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quinta-feira, 31 de março de 2016

USCS visita "Folha da Manhã"

Entrada da Folha de S. Paulo
Na penúltima quarta-feira, dia 23, os alunos do quinto semestre de jornalismo da USCS realizaram uma visita à redação da Folha de São Paulo. Os estudantes viram o dia a dia da redação do jornal impresso, on-line e das revistas do grupo Folha. Lá, foram sanadas dúvidas sobre o mercado de trabalho, como trabalhar no veículo e quais as principais diferenças entre a web e o papel.

A excursão foi idealizada pelo professor de jornalismo na web Luciano Cruz, juntamente com a coordenação do curso. Principalmente para aqueles que desejam seguir carreira no impresso, a visita foi muito informativa, uma vez que eles observaram a falta da gritaria, que pe comum em tantos filmes. A redação era calma, editores e repórteres compartilhavam o mesmo espaço.

Jornalistas da editoria de esportes assistiam a jogos. Na editoria mundo, procuravam informações nas agências de notícias. No setor de economia, todos estavam sérios e centrados, o único barulho fora os teclados e passos era o dos alunos curiosos.

Na editoria ilustrada, caderno de cultura da Folha, foi visto uma pasta azul com o nome da colunista Mônica Bergamo. Muitos se perguntaram "será que é a mesa dela?", mas como não a viram por lá, a dúvida persiste. 

Todos gostaram muito da oportunidade de visitar a redação, só não tiveram como deixar o currículo no RH. Como foi explicado, infelizmente o processo não é tão simples assim. Para entrar, o caminho é somente o blog da Folha, aonde a equipe posta vagas e abre concurso para trainees no portal “Trabalhe na Folha”. Quem sabe numa próxima vez, algum deles não volte lá a trabalho.

Estudantes do quinto semestre de Jornalismo da USCS

segunda-feira, 21 de março de 2016

Jornal na sétima arte

A imagem do jornalista no cinema é extrema: O grande vilão sem ética que faz tudo por um furo, o grande herói que defende a verdade, a liberdade do acesso à informação, ou um super herói alienígena que voa por aí soltando raios laser pelos olhos e defendendo a cidade.

Um grande exemplo da vilania jornalística é Charles Tatum, do filme "A Montanha dos Sete Abutres". Na trama, ele encontra Leo, um homem que ficou preso em uma mina quando procurava por relíquias indígenas. Charles transforma o resgate de Leo em um assunto nacional, atraindo milhares de curiosos, cinegrafistas de noticiários e comentaristas de rádio, além de forçar Lorraine, a mulher de Leo que iria deixa-lo, se passar como uma esposa arrasada. Para prolongar o circo, Tatum reduz deliberadamente a velocidade do resgate de Leo, pois o ideal é que ele seja preso por seis dias e não apenas por algumas horas.

Na vez de herói, temos o simbólico Clark Kent que dispensa apresentações e explicações. Outros dois repórteres que possuem a imagem de jornalista herói são Carl Bernstein e Bob Woodward, do filme “Todos os Homens do Presidente”.

Eles se dedicam exclusivamente a obter informações e levar todas as apurações até o fim, não se colocam apenas a disposição do Washington Post, mas também da sociedade. O filme mostra o jornalista como cidadão atuante e transformador da realidade. Desse modo, apenas realizando seu trabalho os dois se tornam heróis por “acidente”.

Até que ponto a sétima arte enaltece essa profissão para além da realidade nós não sabemos. Porém, segundo biografias de dois jornalistas brasileiros, Samuel Wainer e Assis Chateaubriand, podemos crer que é uma profissão bem interessante quando se está no coração da notícia.

O cinema continua precisando de heróis para contar suas histórias e atrair o público, o jornalista ocupa com intensidade este papel. Se fosse possível fazer uma análise quantitativa com as profissões mais presentes no cinema, perceberíamos que os jornalistas e mais recentemente os advogados são os preferidos.

Porém, em comparação com os advogados, o jornalista costuma habitar em várias estâncias da sociedade. Conhecer todas as faces da cidade, pois a profissão os obriga a transitar entre suburbanos, ricos, políticos e militantes. Gerando personagens mais populares que todos possam encontrar algo em comum com a classe que vivem.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dica de livro-reportagem: Operação Condor, O Sequestro dos Uruguaios

Sinopse
Em 1975, no Chile, durante o governo do ditador Augusto Pinochet, foi fundada a Condor, ação terrorista de Estado que atropelava fronteiras nacionais e afrontava os direitos humanos.

No ano de 1978, época conturbada da história brasileira, os uruguaios Lílian Celiberti e Universindo Diaz foram sequestrados, expondo a opinião pública do país a sinistra Operação Condor, na qual dissidentes políticos eram caçados por comandos clandestinos militares e policiais.

Informados por um telefonema anônimo, o repórter Luiz Cláudio Cunha e o fotógrafo J.B. Scalco foram levados até um apartamento do bairro Menino Deus, em Porto Alegre, onde flagraram militares uruguaios e policiais brasileiros na fase final do sequestro de Lílian e Universindo. Jornalistas testemunhavam a Condor em pleno voo, pela primeira vez no continente.

A pressão da imprensa e a repercussão do caso constrangeram Montevidéu e Brasília, e as vítimas escaparam vivas para contar a história de uma multinacional do terror que não costumava deixar sobreviventes.

Luiz Claudio conta detalhes inéditos desta perigosa e impressionante aventura jornalística.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Chatô - O Rei do Brasil, a sátira de um ameríndio


A chanchada de Chatô finalmente pode já ser vista. A vida do “rei do Brasil” é mostrada por meio de um grande espetáculo televisivo . Assim como no livro, o longa se inicia com a cena de Chateaubriand e sua filha Teresa comendo bispos portugueses, tal como fizeram seus ancestrais Caetés. Para ele, essa era uma forma de divulgar e relembrar a origem de seu sangue ameríndio.

Com muito humor e um ótimo elenco, o filme usa personagens históricos (como o próprio Chatô e Getúlio Vargas) e ficcionais baseados na realidade, como acontece com Carlos Rosemberg, um híbrido de Carlos Lacerda e Samuel Wainer. Apesar de engraçado, pode-se aprender muito sobre como era a imprensa daquela época, a relação entre anúncios e notícias e as especulações políticas.

Outra coisa interessante são as filmagens antigas de “pouca qualidade”, que dão um tom a mais de sátira. Que Chatô é um ser onírico da mídia brasileira, não há duvidas. Mas o retratam de uma maneira caricata, pouco condizente com a realidade. As amostras de sua falta de ética são geniais, porém, em alguns momentos a narrativa transita entre realidade e ficção.

No longa, a retratação de Doutor Assis tem plena confiança no seu modo de ser. Chatô afirma em seu julgamento “eu não sou esse monstro que vocês dizem que eu sou”, de repente, com um sorriso irônico, ele saca um maço de dinheiro e completa “sou muito pior...”. E assim se encera a história do melhor brasileiro em ser o pior ser humano que a mídia desse país já teve.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Chatô: 20 anos para as telas e três meses para a internet

Demorou 20 anos para o longa Chatô ser exibido nas telonas, mas apenas três meses para chegar à Netflix. O serviço de streaming adquiriu os direitos sobre Chatô - O Rei do Brasil, que está disponível no online desde o dia 20 de fevereiro.

Cínico, debochado, mulherengo e extrovertido, Chatô era uma figura polêmica por natureza, não apenas pelos seus atos mas também por suas crenças. Fez fortuna e fama através de seus jornais, os Diários Associados, mas defendia com unhas e dentes que “anúncio é dinheiro, notícia é perfumaria”. Fundou a Rádio Tupi e depois a TV Tupi, muito de olho no quanto poderia lucrar em cima de patrocinadores, se atendo à qualidade do material apenas como meio de justificar o custo dos comerciais. Investiu em arte e ajudou a fundar o MASP (Museu de Arte de São Paulo), porque isto lhe ajudaria a alcançar o que mais queria: poder.

O filme começou a ser produzido em 1995 e foi interrompido em 1999. O material foi engavetado devido à suspeita de que, na primeira tentativa de lançar-se como diretor, Guilherme Fontes tenha se envolvido em um grande escândalo de mau uso de verbas governamentais destinadas ao cinema e à cultura. O filme só foi concluído em 2015.

A vida de Chateaubriand é analisada a partir de um AVC, que o faz delirar com um julgamento, onde antigos amores e desafetos se unem para o acerto de contas. Trata-se de uma proposta semelhante à do musical "O Show Deve Continuar", dirigido por Bob Fosse, onde um diretor de cinema também mulherengo vê sua vida passar diante de seus olhos a partir de um enfarte.

Dois importantes personagens do filme são ficcionais: Vivi Sampaio (Andréa Beltrão), que reúne muitas características de Aimée Soto-Maior de Sá, figura da sociedade carioca, e Carlos Rosemberg, como um fictício híbrido de Samuel Wainer e Carlos Lacerda.

Fontes: Adoro Cinema e Omelete.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A morte do jornalismo segundo o Netflix


House of cards estreia sua quarta temporada em 4 de março. A aclamada série do Netflix tratou e trata o jornalismo com crueldade. 
Nos primeiros episódios tudo indica que a trama se desenvolverá em volta de dois protagonistas, o Deputado Frank Underwood (Kevin Spacey) e a jornalista Zoe Barnes (Kate Mara). A relação inicial deles é a de fonte e jornalista, porém, o deputado se favorece mais das notícias "vazadas", do que o fictício jornal The Washington Herald (referência clara ao Washington Post). 
Post, opa, Herald quer se manter o mais clássico possível, sem blogs para continuar o máximo possível no papel. E por esse motivo vai perdendo sua força entre o grande público. Coincidência? Acho que já vi essa história em algum lugar. 
Para quem já viu a série, Barnes representa o jornalista "inocente", ela está no inicio da carreira e possui algumas falhar éticas, como por exemplo, se relacionar com Underwood, a fonte. 
Zoe é facilmente manobrada e descartada pela equipe do deputado, e Frank demonstra que o foco é dele ao jogá-la para a morte. Quase uma referência direta ao controle político que é exercido sobre os jornais atualmente. Talvez até uma profecia sobre a morte do jornalismo padrão. 
Mais adiante uma jornalista mais experiente entra em cena, mas deixemos essa parte da história para depois. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Um mês com Capote

Viajei no tempo, voltei para a metade do século XX. Gerald Clarke conseguiu criar uma imagem clara do passado, com toda sua glória da Broadway e do mundo pós-segunda guerra mundial. A biografia de Truman Capote é exageradamente coesa e detalhista, mas sem deixar a precisão de lado. O texto é dividido em quatro partes: o início da infância, começo da carreira e seu ápice e declínio de TC. Todas elas se complementam e cada uma nos ajuda a entender a outra.

Já de inicio, Clarke demonstra que muitos dos problemas enfrentados por TC no fim da vida foram causados por recordações ruins da infância. Bem como o abandono sofrido pelos pais e o alcoolismo da mãe, além da rejeição sofrida por ser homossexual e pelo gênio difícil de lidar. Mas nem tudo são problemas, muitos dos abusos sofridos lhe fizeram crescer como ser humano e principalmente como escritor, proporcionando bases para várias narrativas.

Para quem não faz a mínima ideia de quem foi Capote, acredito que o filme mais conhecido dele no Brasil seja Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's), interpretado por Audrey Hepburn. Se você nunca assistiu ao filme, por favor, assista. 

No livro, há varias curiosidades acerca do longa, como por exemplo, o fato de Truman querer que a amiga Marilyn Monroe fizesse o papel de protagonista, mas Hollywood escolheu Audrey em seu lugar, que foi aclamada pela crítica.

O retrato desenhado de Capote é preciso, não tem como não se emocionar junto com a trajetória e sentir-se dentro da trama, como se fosse parte integrante de toda a história. Além de Marilyn, passamos a conhecer o cantor Frank Sinatra, a família Kennedy e outras celebridades da época. Muitos foram grandes amigos de Truman, mas devido ao seu compromisso com a literatura, Capote traiu a alta sociedade para alimentar narrativas. E ao fim, foi odiado quase na mesma medida que foi amado um dia.


Truman sabia ser comicamente trágico e podemos perceber essa característica em sua biografia, além de como a vida dele passou de uma inocente ironia para uma piada sem graça. Sem dúvida alguma, Gerald Clarke conseguiu fazer uma das melhores biografias de todos os tempos, demonstrando realmente como são os problemas, como a identidade de gênero e o alcoolismo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Watergate

"Caso Watergate" foi a invasão aos escritórios do Partido Democrata americano em Washington, no conjunto de edifícios Watergate. O incidente ocorreu em 1972 e, após dois anos de investigação, culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon. A apropriação rolou durante a campanha eleitoral, e mesmo com evidências ligando o episódio ao comitê de Nixon, o presidente foi reeleito com larga margem de votos.


Em 18 de Junho de 1972, o jornal Washington Post noticiava na primeira página o assalto do dia anterior à sede do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate. Durante a campanha eleitoral, cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata.

Bob Woodward e Carl Bernstein, dois repórteres do Washington Post, começaram a investigar. Durante muitos meses, estabeleceram as ligações entre a Casa Branca e o assalto ao edifício de Watergate. Eles foram informados por uma pessoa conhecida apenas pela alcunha de Deep Throat, que revelou que o presidente sabia das operações ilegais.

Durante a campanha de 72 se verificou o incidente na sede do Comitê Nacional Democrático. Durante a investigação oficial, foram apreendidas fitas gravadas. Elas  demonstravam que o presidente tinha conhecimento das operações ilegais contra a oposição. Em 9 de Agosto de 1974, quando várias provas já ligavam os atos de espionagem ao Partido Republicano, Nixon renunciou à presidência. Foi substituído pelo vice Gerald Ford, que assinou uma anistia, retirando-lhe as devidas responsabilidades legais perante qualquer infração que tivesse cometido.



Por muitos anos a identidade de "Garganta Profunda" foi desconhecida. Até que, no dia 31 de Maio de 2005 o ex-vice-presidente do FBI, W. Mark Felt, revelou que era o Garganta. Bob Woodward e Carl Bernstein confirmaram o fato.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

O jornal do Bessarábio

"Última Hora" foi um jornal carioca fundado pelo jornalista Samuel Wainer em 12 de junho de 1951. Chegou a ter uma edição em São Paulo, além de uma edição nacional que era complementada localmente em Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Niterói, Curitiba, Campinas, Santos, Bauru e no ABC Paulista. O produto dava um claro apoio ao governo de Getúlio Vargas e foi um marco no jornalismo brasileiro, inovador em termos técnicos e gráficos.

Em 53, o jornal passou a ser acusado por Carlos Lacerda, dono do jornal concorrente "Tribuna da Imprensa", de receber favorecimento para empréstimos feitos pelo Banco do Brasil. Outra acusação nunca provada era sobre a origem de Samuel Wainer, que teria nascido em Bessarábia, o que impossibilitaria Wainer de comandar o jornal, visto que a Constituição de 1946 proibia estrangeiros de comandarem órgãos da imprensa.

"Última Hora" foi um dos únicos diários a defender o governo de João Goulart em 1° de abril de 1964, nas primeiras horas após o golpe militar que o depôs. Teve as sedes do Rio de Janeiro e do Recife invadidas e depredadas. Samuel Wainer exilou-se no Chile e lá recebeu propostas para vender o jornal. 

Wainer fez uma negociação em Paris. Vendido em 1971 para a Empresa Folha da Manhã S/A, que também era dona do jornal Folha de S.Paulo. Wainer voltou ao Brasil com a esperança de recuperar o "Última Hora" do Rio de Janeiro, tentando conquistar, sem sucesso, a confiança dos militares. Decidiu vender o resto de sua participação aos empreiteiros que haviam comprado o Correio da Manhã.

Anos depois de sua morte, em um livro autobiográfico, ele admite não ter nascido no Brasil. No fim, um dos jornais mais revolucionários do país nunca deveria ter existido.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Jornalista vence Nobel de literatura

Na última quinta-feira (8), foi anunciado o vencedor do Nobel de Literatura 2015. Quem levou o título foi a jornalista bielorrussa Svetlana Alexievich, a 14ª mulher a vencer o prêmio. A escolha foi divulgada em um evento na cidade de Estocolmo, na Suécia. Além do título, a escritora ganha 8 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 3,75 milhões).

Segundo o comitê da premiação, Svetlana foi escolhida por sua "obra polifônica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo". Considerada cronista implacável da União Soviética, ela é uma das raras autoras de não ficção premiadas com o Nobel.

Em uma entrevista que faz parte de uma coletânea de seus trabalhos, publicada nesta quarta-feira (7) na França, a premiada afirma sobre seus textos: "Eu não estou tentando produzir um documento, mas esculpir a imagem de uma época. É por isso que eu levo entre sete e dez anos para escrever cada livro".

Ainda comenta: "Eu não sou jornalista. Não permaneço no nível da informação, mas exploro a vida das pessoas, sua compreensão da vida. Também não faço o trabalho de um historiador, porque tudo começa, para mim, no ponto de término da tarefa do historiador: o que se passava pela cabeça das pessoas após a batalha de Stalingrado ou após a explosão de Chernobil? Eu não escrevo a história dos fatos, mas a história das almas".

A cerimônia de entrega acontecerá em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, data de aniversário da morte do fundador do prêmio, Alfred Nobel.

Fonte: G1

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Teorias da conspiração


No último Plug News (25/08) preparei o giro de notícias. Para quem não conhece o programa, é um quadro com breves acontecimentos que marcaram o Brasil e o mundo nas últimas 24 horas. Entre elas, uma me chamou mais atenção: nova diretriz do Pentágono equipara jornalistas a espiões. Isso me preocupou porque eu estudo jornalismo.

Mas também me animou, já que de certa forma, sou um espião segundo o Pentágono. Que garoto nunca sonhou ser um espião? Mas enfim, esse não é o foco desse texto.
Na manhã desta quarta-feira (26), em uma conversa com uma ex-colega da Ajo, Thais Fernandes, ela me enviou a notícia "dois jornalistas são baleados e mortos durante cobertura ao vivo nos EUA".

Nessa hora, minha mente relacionou o ocorrido à notícia dada no Giro do Plug News, mas eu estava sem tempo para procurar mais informações sobre o caso. E assim, por um momento, criei uma teoria conspiratória. Cheguei até a comentar essa minha ideia com meus colegas da redação e retirar alguns sonoros "Não... Será?", "Mas já?", todos seguidos de risos.

Felizmente não levei essa ideia a frente e me informei sobre os dois casos. Os jornalistas foram baleados por um ex-colega de trabalho, que se suicidou após o crime. Já o caso do Pentágono é um novo manual de conduta do governo americanos para militares. A insatisfação é uma norma que permite comandantes tratar a imprensa como “beligerantes desprestigiados”, uma categoria equivalente a espiões. Nesse caso, os jornalistas podem perder as proteções civis previstas na Convenção de Genebra. 

Resumindo, sempre chequem as fontes, não compartilhem nem aceitem tudo. Seja nas redes sociais ou no bate papo, como o caso dos boatos de toque de recolher que ocorreram na semana passada na região do ABC.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Gazeta do amanhã

Surgido no século 7 a.C., o horóscopo continua em alta até hoje. Mas por que algo tão genérico e supersticioso se tornou tão popular? Não é possível que tantas pessoas acreditem em algo tão superficial em pleno século XXI. Acreditar que os astros ditam seu destino é tão cômico quanto acreditar que passar em baixo de uma escada dá azar.

Comparei o horóscopo de dois grandes jornais: Estadão e Folha de S. Paulo e  analisei o signo de "touro" (acabo de descobrir que é o meu).

Horóscopo Folha: “Dia de reunir a família e mostrar tudo de bacana que você aprontou para eles - e receber os elogios bem merecidos! Aproveite o embalo deste fim de semana para acertar assuntos relacionados a finanças. Decisões flexíveis cabem melhor.”

Horóscopo Estadão: “Condenar-se ao inferno eterno como resultado de alguns erros cometidos é um exagero. Sua consciência dirá que não, que nunca faria isso, porém, os remorsos e ressentimentos provam que a condenação está em andamento.”

Como podem ver, segundo as “divergentes previsões”, sou uma alma condenada, com problemas financeiros e tenho que reunir minha família e receber elogios por minha condenação... Pelo jeito os astro permitem uma leitura bem aberta a interpretações.

Olhe para o céu a noite e me diga quantas estrelas você consegue ver através da poluição e da iluminação da rua. Se forem três ou quatro corpos celestes, você está no lucro. Aqui vejo apenas três. Me desculpem, duas e um avião. Faça seu destino e pare de esperar soluções de pontinhos luminosos. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

Let’s go exploring...

O documentário Dear Mr. Watterson, sobre Calvin e Haroldo, começa com declarações de fãs da dupla, como "eu não gostava de livros com 'palavras' e essas tirinhas me despertaram gosto pela leitura" e "o meu primeiro e único crime foi roubar esse livro (diz a garota segurando um livro de tirinhas do Calvin)".

Imagina-se que após todas essas declarações, ouviremos algumas palavras do (ou sobre) Bill Watterson, afinal, ele é o criador dos personagens... Só que não, porque a ideia do documentário é outra. O conceito do trabalho é entender a razão das tirinhas desse garoto terem tantos admiradores mesmo após seu fim. Será que todos amam as historias de Calvin e Haroldo por terem algo em comum ou pelo simples fato de quererem ter?

Talvez, o foco tenha sido direcionado para os apreciadores da obra de Bill Watterson por conta dele ser o “pé grande dos cartunistas”, ou seja, é impossível encontrá-lo. Mas o motivo não importa, afinal, é uma forma diferente e inovadora de falar sobre um quadrinho que muitos adoram. 

É obrigatório para qualquer fã de cartoons que assista Dear Mr. Watterson, pois apesar do tema principal ser de agradecimento ao Mr. Watterson, também é mostrado brevemente como funciona a estrutura comercial dos cartoons, como o espaço dos quadrinhos - que vem diminuindo nos jornais -, e como funcionam os merchandising dos personagens.

Quadrinhos são importantes não só por incentivarem crianças a ler. Apesar de serem considerados “artes baixas”, causam um grande impacto. Por que quando se tem uma hora composta apenas por palavras ou imagens é arte, e quando juntamos esses elementos é considerado coisa de criança?

Se você busca essa e outras perguntas sobre o universo das tirinhas, não deixe de assistir esse belo documentário que está disponível no Netflix. 


Ultima tirinha publicada de 'Calvin e Haroldo', publicada em 31 de dezembro de 1995