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quarta-feira, 27 de maio de 2015

“A mídia impressa no Brasil vive uma crise de conteúdo muito forte”, diz Cynara Menezes

Foto: Lula Marques
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1987, Cynara Menezes já passou por diversos jornais e revistas do Brasil, como o extinto Jornal da Bahia, Folha de S.Paulo, Estadão, Istoé, Veja, Vip e Carta Capital. Atualmente, a jornalista se dedica ao seu blog independente, intitulado Socialista Morena, que ultrapassa as 130 mil curtidas no Facebook. Em entrevista à Ajo, Cynara fala sobre a atual situação do jornalismo impresso no Brasil, bem como do jornalismo independente. 

Ajo: Por que você se tornou jornalista?

Eu sempre gostei de escrever, desde criança. Aos 12 anos, fiz um jornal na escola, que só durou duas edições (risos). Talvez eu tenha sempre querido ser jornalista. 

Ajo: Você passou por alguns dos principais impressos do País. O que levou de experiência?

Eu sou uma jornalista basicamente de texto. Fiz pouquíssimo trabalho para televisão e meios audiovisuais. Tudo o que eu sou devo ao jornalismo impresso. Tive chefes que foram muito bons pra mim, que me deram chances e dicas. 

Ajo: O que você acha da atual situação da mídia impressa brasileira?


A mídia impressa no Brasil vive uma crise de conteúdo muito forte. Tirar o PT do poder virou uma obsessão dos jornais. Hoje, só se vê notícias sobre a operação Lava Jato. Não estou dizendo que a imprensa não tem de fazer oposição ao governo, ela tem e deve. Só que não pode ser monotemática. 

Ajo: Por que você deixou a Carta Capital? 

É normal sentir um cansaço depois de um certo tempo em um veículo. Você tem que seguir as regras do local onde trabalha. Mesmo eu sempre ter tido muita liberdade na Carta Capital, não é a mesma coisa de ter um blog que é meu e sem regras. 

Ajo: Os blogs estão impulsionando o jornalismo independente? 

Eu acho que os blogs fazem parte de um novo modelo de jornalismo. Além de ser atual, não há regras editoriais. Eu, por exemplo, criei o blog Socialista Morena em 2012, quando ainda estava na Carta Capital, e o retorno tem sido gratificante.

Ajo: Você acredita na sobrevivência do jornal impresso?

Acredito que há duas saídas para o impresso sobreviver: ou ele sofistica o seu conteúdo, mesmo que seu público se reduza e mude, ou vira de vez infomercial, que é o jornalismo patrocinado por anunciantes. Isso vale para as revistas também. 

Ajo: Qual sua opinião sobre a relação online e impresso?

Eu acho possível essa relação, desde que houvesse a opção de ter um conteúdo mais aprimorado. Mas os jornais estão fazendo ao contrário, eles estão popularizando o conteúdo e demitindo as pessoas mais antigas e renomadas para se manterem vivos. É um tiro no pé, porque eles cortam os custos, mas perdem leitores também. 

Ajo: Sua posição política é aberta. Como é lidar com as críticas da oposição?

Eu não tenho problemas com críticas. O que me fazem são ataques. Me chamam de burra, gorda, feia. Cada pessoa tem sua maneira de pensar politicamente. O tempo que o jornalista se dizia imparcial já passou e isso deixa o jornalismo mais transparente. 

Ajo: Você busca empresas para fazer parceria com seu blog. Como funciona?

Por ser um blog socialista, não faz sentindo criar parcerias com anunciantes exploradores, como bancos e montadoras de automóveis. Hoje, existem empresas que têm práticas bacanas. Por exemplo, o primeiro anuncio é de uma empresa de suco de frutas com capital brasileiro e estrangeiro e que trabalham com índios em um sistema de cooperativa para produzir sucos orgânicos. Empresas de educação também são muito bem-vindas. É só entrar em contato comigo. 

Ajo: Quais são seus planos para o futuro?

Eu vou lançar no segundo semestre, pela Geração Editorial, o primeiro livro do blog com os posts que mais gosto. Também estou trabalhando em um livro sobre mulheres socialistas. Meu sonho é transformar o blog em um pequeno portal de esquerda com um conteúdo sofisticado para leitores que querem ir mais a fundo e sair da superficialidade.

Para colaborar com o blog de Cynara, entre em contato pelo e-mail: cynara@socialistamorena.com.br.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Desenho jornalístico

Jornalismo vai além da informação em si, a opinião do autor também pode entrar nesse jogo. O gênero que vamos tratar hoje está dentro do jornalismo opinativo como é o caso da crônica, artigo e editorial, mas nesse caso com um pouco mais de subjetividade artística. Falaremos hoje sobre as icônicas tirinhas.

Embora elas sejam tratadas por alguns como "coisa de criança" ou mero entretenimento, como acontecem nos principais jornais brasileiros que reservam espaço para as tirinhas nos cadernos de cultura e entretenimento, esses materiais são carregados de críticas e reflexões sobre a condição humana, a vida e a situação do país.

Durante a sua existência de mais de 100 anos, a tirinha mantém uma participação ativa na imprensa tanto com temáticas banais quanto com questões sociais, politicas e filosóficas.


Com seu caráter opinativo, a tira de jornal apresenta ainda uma linguagem estética verbal e não-verbal capaz de burlar censuras e servir de bandeiras ideológicas em momentos de crises sociais, como aconteceu em diversos países. Embora tenha seus mais de 100 anos de existência, apenas partir da década de 70 elas trouxeram consigo conteúdos de crítica politica ao Brasil.

As tiras de humor tem uma liberdade crítica sobre os costumes e a moral muito mais que outros gêneros, pois se tratam de uma forma de expressão inédita e inesperada, com características próprias. Os humoristas desenvolveram uma comunicação com o público que se sustentava intensamente nessa liberdade.

A primeira tirinha conhecida oficialmente foi publicada em 1895 em um jornal sensacionalista conhecido como New York World The Yellow Kid criado por Richard Felton Oucault. Nascida da necessidade dos jornais de diversificar seu conteúdo diário junto ao público leitor, esse gênero ganhou expressividade nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo conquistando legiões de fãs, por seu caráter bem humorado.



As tirinhas conseguem captar a atenção de seu leitor a partir da irônia e de sua pluralidade de sentidos. Elas são uma porta de entrada para que as crianças entrem para esse mundo de informações, e também uma forma de desconstruirmos nossos preconceitos. O mais importante é que suas mensagens sempre tiveram a força e a perspicácia característica da pratica jornalística mais contundente, fundando uma identidade própria a partir de um formato peculiar, principalmente devido ao seu caráter crítico e metafórico.



terça-feira, 7 de abril de 2015

O Estadão promove cortes na redação

Foto: Divulgação
Na véspera do Dia do Jornalista, profissionais do Grupo Estadão perderam seus empregos depois que a empresa iniciou processo de cortes em suas redações.

Ao menos quatro jornalistas da versão impressa de O Estado de S. Paulo foram demitidos, sendo dois integrantes do Caderno ‘Divirta-se’, um do ‘Paladar’, além de Jotabê Medeiros, do Caderno 2. De acordo com o Portal Comunique-se, jornalistas e funcionários de outros departamentos também podem ser dispensados.

Os novos cortes acontecem uma semana após o jornalista João Bosco Rabello, colunista e editor de política do Estadão em Brasília, se despedir da empresa.

Para mais informações, clique aqui.

(Com informações do portal Comunique-se)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Inscrições abertas para o Prêmio Embrapa de Jornalismo

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está com inscrições abertas para o Prêmio Embrapa de Jornalismo. A iniciativa visa premiar matérias produzidas por profissionais de internet, impresso, rádio e televisão que trabalham na cobertura de assuntos agrícolas. 
Foto: Divulgação/Reprodução

Neste ano, o tema do concurso é o "Uso sustentável da Água na Agricultura", e as matérias precisam ter sido veiculadas ou publicadas entre 1º de janeiro de 2014 e 15 de fevereiro de 2015.

As inscrições para o concurso vão até o dia 25 de fevereiro de 2015. O vencedor em cada mídia (Rádio, Internet, entre outros) será premiado com R$15 mil reais.

Para mais informações, acesse: www.embrapa.br/premio-de-reportagem

(Com informações da Rede de Jornalistas Internacionais)

domingo, 22 de junho de 2014

Jornalista confunde sósia com técnico da seleção brasileira

Na noite da última quarta-feira (18), os jornais O Globo e Folha de S.Paulo publicaram uma entrevista com o técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari, o Felipão. Aparentemente, essa seria mais uma conversa reveladora com o treinador, desta vez realizada pelo colunista Mario Sergio Conti, que também atua na Globo News, canal fechado de notícias programado pela Globosat. 

O acontecimento, no entanto, ganhou destaque negativo, já que o jornalista se equivocou e entrevistou, na verdade, um sósia de Felipão. As declarações sobre o jogador Neymar, a zaga da seleção brasileira e as condições dos aeroportos no país, foram feitas por Wladimir Palomo (foto ao lado), que há um ano e meio trabalha em eventos caracterizado como Scolari.  


O encontro entre os dois durou cerca de 40 minutos e aconteceu em um voo entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Em nenhum momento, Palomo teria imitado ou afirmado que era o técnico da seleção. Ao final do bate-papo, teria até entregado um cartão ao jornalista com seus contatos para eventos como sósia. Nada disso, no entanto, evitou a gafe. 

Na última quinta-feira (19), Conti admitiu o erro ao jornal Zero Hora, contou que nunca esteve com o técnico da seleção brasileira e sequer viu uma de suas entrevistas rotineiras em programas esportivos, o que pode ter o ajudado a se equivocar.   

Para jovens jornalistas ou estudantes que almejam atuar em breve nas principais redações do país, o fato inusitado serve como lição, assim como tantos outros que rotineiramente acontecem na profissão.

(Com informações do portal Comunique-se)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Enquanto uns são popularescos, outros clamam o fim do impresso

Algum tempo atrás, falava-se da extinção do livro impresso, que seria substituído pelo então inovador e-book. Porém, o tempo foi passando e parece que essa “moda” de livros digitais não vingou principalmente no Brasil. Há uma discussão sobre quais aspectos fizeram (e fazem) com que este modelo de leitura não tenha caído nas graças do povo. 

Agora, começa-se a “concluir” em matérias especiais sobre tecnologia um “prazo de validade” para os tradicionais jornais impressos, que dizem alguns vão acabar gradativamente até o meio do século. Claro, há todo problema de degradação do meio ambiente que o papel pode causar, entretanto, a plataforma de leitura também se transformará em resíduo sólido e acabará por poluir da mesma maneira o meio ambiente. 

Outro fenômeno interessante que se percebe ao abrir um jornal hoje no Brasil é a popularização das notícias. Em recente tragédia em São Paulo, nas bancas, os jornais estampavam fotos de gente sangrando, gente caída. Ou seja, a desgraça das pessoas é comprada por elas mesmas. 

Cabe aos jornalistas saberem o que realmente é cabível e o que se deve dizer a população, não só fazer com que o pânico seja instalado, mas sim informar o cidadão sobre o que acontece, e ajudar no desenvolvimento da sociedade. 

Contudo, sabe-se que existe o interesse das grandes corporações quanto a notícia também, e talvez isso possa levar a extinção dos jornais impressos e, por conseguinte, criar uma nova forma de se fazer jornalismo, que terá de ser reinventado. 



Matéria sobre jornais impressos, clique aqui

Matéria sobre a volta do “Notícias Populares”, clique aqui.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Jornal Notícias Populares retorna com formato de informe publicitário

O jornal Notícias Populares, do Grupo Folha, que circulou entre os anos de 1963 e 2001, retornou nesta sexta-feira (24) em uma edição especial. A publicação foi resgatada com formato de informe publicitário na divulgação do filme Faroeste Caboclo, que chega aos cinemas na próxima quinta-feira (30).

A peça, criada pela Agência Click Isobar, contou com a participação de jornalistas que trabalharam no Notícias Populares. Os profissionais desenvolveram matérias e manchetes que retratam os acontecimentos do filme. 

A edição especial do jornal está anexada na Folha de SP desta sexta-feira (24). Também está disponível uma versão on-line, através do endereço: http://www.ultimonp.com.br/

Confira como foi o processo de produção da edição:



(Com informações do 
Portal Imprensa)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Repórter de jornal é indicado como a pior profissão nos EUA em 2013

Foto: Yahoo Finance! Thinkstock
Nesta terça (23), o site CareestCast.com, portal norte-americano especializado em empregos, divulgou uma pesquisa que listou 200 profissões das melhores as piores, nos Estados Unidos este ano. 

Dentre os 50 piores empregos, em 188º lugar, está o fotojornalista. Já a profissão de repórter (jornal) ficou com a última posição do ranking, como a pior do país no ano de 2013. 

Na lista dos melhores empregos, as cinco primeiras colocações ficaram com as profissões de atuário, engenheiro biomédico, engenheiro de software, otorrinolaringologista e consultor financeiro. 

Cinco critérios foram responsáveis por formular a pesquisa: demandas físicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contratação. Também utilizaram dados do Centro de Estatística do Trabalho e de outras agências do governo norte-americano. 

Segundo Paul Gillin, consultor da pesquisa, “é um trabalho que perdeu o seu brilho dramaticamente ao longo dos últimos cinco anos e deverá cair ainda mais até 2020”. 

Ainda de acordo com Gillin, “o modelo de impressão não é sustentável. Ele provavelmente será extinto dentro dos próximos dez anos”.

(Com informações do portal Globo.com)