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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Jornalismo é muito mais que profissão

"Trabalhe com que você realmente goste, e você nunca precisará trabalhar na vida"

Particularmente, sempre concordei com essa frase. Há quem sempre diz que não gosta de acordar cedo, não curte a rotina e detesta pegar transportes públicos. Aliás, quem gosta de pegar transportes públicos, né? Mas se você realmente faz aquilo que gosta não há tempo ruim que estrague seu dia, sua vida e sua vontade de trabalhar.

Trabalhar com jornalismo é uma terapia. Todo mundo tem turbilhões de ideias na cabeça, seja uma pessoa reservada ou despojada. Na verdade, todo mundo que trabalha nesta área consegue ser uma pessoa cheia de liberdade. Liberdade para pensar, para falar e principalmente para escrever qualquer coisa que vem a mente.

Na página do Jornalistas da Web foi divulgado uma matéria que só quem está na área consegue concordar: Somos os mais felizes. Ao lado de profissões como bombeiros, professores, engenheiros e farmacêuticos, os jornalistas são os que mais se sentem felizes na profissão. A pesquisa foi feita na Espanha pela Adecco (empresa relacionada a recursos humanos, líder de setor).


Além do jornalismo, outras profissões fazem as pessoas sentirem prazer nas atividades do dia a dia. Assim como: ator, músico, pintor, jogadores de futebol, tenistas, arqueólogos e fotógrafos fazem da profissão uma arte para o conhecimento e principalmente para a felicidade. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Rádio, Verso e Reverso - Uma conversa com Petria Chaves


Petria Chaves é apresentadora na rádio CBN, repórter e blogueira

"
Fazer rádio pelo dinheiro não é fazer, eu acredito em quem faz pela paixão."

"Ela tem 29 anos. é paulista. tem reversos caminhos conversos. ela. é menina. é mulher. é pedra, é chave. por vezes não sabe o que quer. é jornalista. está de mudança, está de cabelos em pé. escreve prosas e contos por diversão e simpatia. é ex-boemia. faz um tempo, virou vegetariana. (mas não consegue largar os prazeres da carne)"

 
Sabe-se que você é formada em jornalismo pela faculdade Casper Líbero. Qual é a melhor lembrança que você tem da faculdade?

O encontro com algumas cabeças que abriram minha cabeça para a vida e a descoberta de um timing para fazer jornalismo que estava dentro de mim, o meu caminho.
Sobre qual assunto foi o seu TCC? Quais foram as maiores dificuldades e os maiores triunfos?

 
Foi sobre distúrbios psicológicos em crianças, a saber: hiperatividade, déficit de atenção, depressão e dislexia. A maior dificuldade foi descobrir uma maneira narrativa de abordagem que não caísse no recorte viciado que víamos na imprensa em geral. O maior triunfo foi realizar um documentário e saber que, mesmo num tcc, mudamos a vida das pessoas
Enquanto universitária você fez estágio na TV Globo certo? Conte um pouco sobre essa fase.

Foi a fase mais importante do meu período universitário, pois lá aprendi a fazer jornalismo na prática. Tive passagens marcantes para mim pelo Globo repórter, pelo Fantástico e por todas as áreas da redação. Fiz bons amigos e mestres, que trago comigo até hoje.
É muito comum ouvir pelos corredores da faculdade comentários de que trabalhar em rádio é muito prazeroso, porem de todas as áreas no jornalismo é a menos renumerado. Diante dessas especulações, qual é a sua opinião sobre o mercado atual para trabalhar em rádio?

É fato. Radio ainda paga menos em comparação com os outros veículos de mídia, é a grande reclamação. A rotatividade de profissionais no rádio acaba sendo grande por isso. Porém trabalhar numa rádio como a CBN traz um capital simbólico que certamente traz outras maneiras de se explorar as possibilidades no jornalismo. Fazer pelo dinheiro não é fazer, eu acredito em quem faz pela paixão. E com paixão, a remuneração acaba vindo de outras maneiras.

Em que momento da sua vida foi decidido trabalhar com rádio? Que pensamentos ou ações influenciaram você nessa escolha?
Sempre segui com a maré. Assim que me formei, trabalhei durante 3 meses na TV Globo como produtora. Fui chamada para uma entrevista na CBN para ser repórter e apuradora. Não tive dúvidas e aceitei. Queria ser repórter e para ser repórter acho que independe do meio. Achava a marca da CBN uma das que mais tinha credibilidade e me joguei. Saí da TV Globo, onde era produtora, e comecei meu caminho na reportagem.

Quais são as características básicas, atributos ou até mesmo qualidades necessárias para trabalhar, por exemplo, como apresentador e/ou locutora de rádio?

Personalidade, coragem, desenvoltura (algo que vai se adquirindo com o tempo) e entendimento sobre o cotidiano, intenção de ser ponte entre mundos

Caminhos alternativos é um dos programas que você apresenta junto com a Fabíola Cidral. Programa esse que foi prestigiado com o prêmio APCA 2008 – eleito o melhor programa de rádio na categoria variedades. Para você qual é a essência desse programa? Ou seja, que tipo de sensações vocês querem passar para os ouvintes?

A essência é falar de vida. Fugir do automático em muitas das coberturas que vemos, seja lá qual for a editoria. Queremos passar a sensação de que a vida precisa ser vivida e experimentada. E que todos nós buscamos caminhos de mais consciência, seja lá qual for a nossa profissão.
Para ser um bom profissional de rádio é necessário?

Acredito que é o mesmo para qualquer profissional em qualquer área: determinação, coragem de ser você mesmo e foco na própria carreira, no que você realmente deseja fazer da vida.
Um livro que todo estudante de jornalismo precisa ler é?

Fama e anonimato, de Gay Talese.
Quais conselhos você deixa para estudantes que desejam seguir uma carreira em rádio?

Seja persistente e busque sua personalidade. Não seja mais um entre tantos. E procure fazer com excelência cada detalhe do que faz. Não importa nunca o que você está fazendo e sempre o “como” você faz.

Contatos Petria Chaves

blogcbn/caminhosalternativos

blog pessoal - facebookk/petriachaves

Twitter: @petriachaves


Contato direito através de redes sociais, entrevista feita por email.

Por Regine Wilstom*