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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Repórteres Sem Fronteiras lança campanha contra a violência sofrida por jornalistas

A violência contra jornalistas no Brasil já virou algo comum, ainda mais em época de Olimpíadas. Pensando nisso, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), organização não-governamental que defende a liberdade de imprensa, lançou o projeto “Algumas vitórias não merecem medalhas”. 

Além de cartazes, flyers e cartões postais que serão distribuídos em pontos estratégicos da cidade do Rio de Janeiro, a organização distribuirá também comunicados à imprensa com mais informações sobre os casos de violência e assassinatos contra jornalistas, os números da impunidade e o tratamento dado pela Justiça.

Segundo Emmanuel Colombié, diretor da Repórter Sem Fronteiras na América Latina, o intuito da ação é alertar a sociedade para os riscos da profissão e também pressionar as autoridades para que tomem medidas concretas para garantir maior segurança aos profissionais do jornalismo.

Colombié afirma ainda que a liberdade de imprensa é fundamental para qualquer democracia, sendo assim, é necessário informar a população para que eles não se esqueçam do papel fundamental da mídia para que essa profissão possa ser exercida com segurança.

De acordo com dados da ONG, 22 jornalistas foram mortos no Brasil desde as Olimpíadas de 2012, por motivos ligados à sua atuação profissional, tornando o país o segundo com o maior número de comunicadores assassinados da América Latina, atrás apenas do México.

A Repórteres Sem Fronteiras também usa o projeto para destacar recomendações que podem ter grande impacto para reverter o quadro de violência contra jornalistas, conforme consta no site da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji):

Criar um observatório público da violência contra comunicadores em cooperação com o Sistema ONU, que deve não somente registrar ocorrências, mas ter um sistema de acompanhamento de resolução de casos;
Ampliar o Sistema Nacional de Proteção com vias a contemplar comunicadores que sofrem ameaças, considerando eventuais especificidades da atividade desses profissionais, e preveja para além de medidas protetivas aos comunicadores em si, a adoção de medidas que visem à proteção do local de trabalho;
Quando houver flagrante omissão ou ineficiência na apuração, ou suspeita de envolvimento de autoridades locais com a prática de crimes contra o direito humano à liberdade de expressão, fazer uso da Lei no 10.446, de 8 de maio de 2002, para a federalização da apuração desses crimes;
Elaborar protocolo padronizado de atuação das forças de segurança pública no âmbito das manifestações com base nos preceitos estabelecidos na Resolução n° 06 de 18 de junho de 2013 do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, sobre aplicação do princípio da não violência no contexto de manifestações e eventos públicos, bem como na execução de mandados judiciais de manutenção e reintegração de posse.

A "Repórteres Sem Fronteiras" divulgou o nome dos 22 jornalistas mortos entre 2012 e 2016:

João do Carmo Miranda, SAD Sem Censura, 24 de julho de 2016 (Goiás);

Manoel Messias Pereira, Sediverte.com, 9 de abril 2016 (Maranhão);

João Valdecir de Borba, Rádio Difusora AM, 10 de março de 2016 (Pará);

Ítalo Eduardo Diniz Barros, Blog do Italo Diniz, 13 de novembro de 2015 (Maranhão);

Israel Gonçalves Silva, Rádio Itaenga, 10 de novembro de 2015 (Pernambuco);

Gleydson Carvalho, Rádio Liberdade FM, 6 de agosto de 2015 (Ceará);

Djalma Santos da Conceição, RCA FM, 23 de maio de 2015 (Bahia);

Evany José Metzker, Coruja do Vale, 18 de maio de 2015 (Minas Gerais);

Gerardo Ceferino Servián, Ciudad Nueva FM, 5 de março de 2015 (Mato Grosso do Sul);

Marcos Leopoldo Guerra, Ubatuba Cobra, 23 de dezembro de 2014 (São Paulo);

Pedro Palma, Panorama Regional, 13 de fevereiro de 2014 (Rio de Janeiro);

Santiago Ílidio Andrade, TV Bandeirantes, 10 de fevereiro de 2014 (Rio de Janeiro);

Claudio Moleiro de Souza, Radio Meridional, 12 de dezembro de 2013 (Rondônia);

José Roberto Ornelas de Lemos, Jornal Hora H, 11 de junho de 2013 (Rio de Janeiro);

Walgney Assis Carvalho, freelancer, 14 de abril de 2013 (Minas Gerais);

Rodrigo Neto de Faria, Vale do Aço, 8 de março de 2013 (Minas Gerais);

Mafaldo Bezerra Goes, FM Rio Jaguaribe, 22 de fevereiro de 2013 (Ceará);

Mário Randolfo Marques Lopes, Vassouras na Net, 9 de dezembro de 2012 (Rio de Janeiro);

Eduardo Carvalho, Última Hora News, 21 de novembro de 2012 (Mato Grosso do Sul);

Valério Luiz de Oliveira, Rádio Jornal 820 AM, 5 de julho de 2012 (Goiás);

Décio Sá, Estado do Maranhão e Blog do Décio, 23 de abril de 2012 (Maranhão);

Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, Jornal da Praça, 12 de fevereiro de 2012 (Mato Grosso do Sul).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Brasil sobe em ranking dos países ocidentais mais violentos para imprensa

O Brasil ficou na 99ª posição no ranking de liberdade de imprensa, divulgado nesta quinta-feira (12), pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Em 2013, o país havia ocupado a 111ª posição, sendo considerado uma das nações com condições mais violentas para o trabalho de imprensa. O ganho de doze posições reflete também a instauração do Marco Civil da Internet, que garante a proteção dos direitos civis online.

Apesar da melhora no ranking, o trabalho dos jornalistas e profissionais da comunicação ainda é posto em risco, uma vez que a garantia de direitos e segurança está concentrada na mão de poucas pessoas.

Foram analisadas informações e condições de 180 países. Na América do Sul, o país com melhor colocação, o Uruguai, ocupou a 23ª posição. Outros países também estão presentes na ranking, como Suriname (29ª), Chile (43ª), Argentina (57ª), Guiana (62ª), Peru (92ª), Bolívia (94ª), Equador (108ª), Paraguai (109ª), Colômbia (128ª) e Venezuela (137ª). O destaque da lista ficou para o México, na 148ª colocação, sendo considerado o mais violento da América Latina.

De acordo com a pesquisa realizada pela RSF, 69 jornalistas foram assassinados em todo o mundo em 2014. Em 2015, apenas em janeiro, 13 profissionais foram mortos em crimes ligados diretamente a suas atividades: oito na França, funcionários do periódico Charlie Hebdo, e cinco no Sudão do Sul.

(Com informações de Portal Comunique-se).

terça-feira, 13 de maio de 2014

Brasil cai em ranking de liberdade de imprensa

Segundo a organização internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) o Brasil está em 111º colocação entre 180 países pesquisados. A ONG destaca que aconteceram cinco mortes e 114 atentados a jornalistas.
 O Brasil tem a pior situação das Américas, em dois anos despencou 12 pontos na classificação. Os principais motivos encontrados são os riscos nas coberturas de crime organizado e corrupção. Países em guerra civil como a Republica Centro – Africana e Uganda , encontram-se em melhores posições.  

O principal motivo da queda foram as mortes de profissionais em 2013. Com cinco jornalistas mortos ao longo do ano, o país aparece como o mais mortífero do continente para a profissão, um lugar ocupado até então por um México bem mais sangrento. Apenas  nos choques acontecidos durante as manifestações de junho, 114 "atores de mídia" - jornalistas e outros profissionais de imprensa, além de jornalistas-cidadãos - ficaram feridos.

Fonte: Pravda