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segunda-feira, 11 de março de 2013

4° Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário prorroga inscrições

A Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) prorrogou até 15 de junho de 2013 as inscrições do 4º Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário. Com a prorrogação, poderão ser inscritas matérias produzidas e veiculadas entre 1º de janeiro de 2012 e 14 de junho de 2013. A divulgação do resultado ocorrerá em julho e a premiação será entregue no mês de agosto.


O Concurso


O 4º Prêmio ESMPU de Jornalismo Universitário reconhecerá as melhores matérias, veiculadas em jornais universitários e mídias-laboratório (impresso, rádio, televisão e on-line), sobre o seguinte tema: “A atuação do Ministério Público da União no combate à improbidade administrativa e à corrupção”.

A participação é aberta a alunos de graduação regularmente matriculados no curso de Jornalismo de universidades públicas e particulares de todo o Brasil. Serão premiados os trabalhos mais interessantes que tragam informações capazes de esclarecer o público em geral sobre a atuação do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Militar (MPM) ou do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ramos integrantes do Ministério Público da União (MPU), no combate à improbidade administrativa e/ou à corrupção.


Como Participar

Os participantes deverão encaminhar a ficha de inscrição para a Escola Superior do Ministério Público da União até o dia 15 de junho de 2013 (novo prazo estabelecido pelaPortaria ESMPU n. 10/2013), junto com a cópia dos trabalhos (veja os detalhes no Regulamento, do art. 4º ao art. 9º). Os trabalhos jornalísticos concorrentes (reportagens, matérias e entrevistas) deverão ser produzidos e veiculados entre 1º de janeiro de 2012 e 14 de junho de 2013 (período estabelecido pela Portaria ESMPU n. 10/2013).

Premiação

O melhor trabalho de cada região brasileira (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) receberá R$ 5 mil. O segundo colocado de cada região receberá R$ 3 mil. Os vencedores participarão de solenidade de entrega do prêmio em Brasília (DF). A ESMPU custeará passagem e hospedagem dos vencedores que não residem na capital federal. O terceiro colocado de cada região será condecorado com menção honrosa.


Para se inscrever clique AQUI


-Fonte:premiodejornalismo.esmpu.gov.br/

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Através do olhos teus!!



Uma das coisas que tenho visto neste primeiro ano de faculdade, é que, para ser um bom jornalista, o cidadão precisa ter o dom de observar, e saber colocar no papel a reconstituição mais fiel do que conseguiu perceber.
Porque o seu leitor não teve a oportunidade de estar presente no local do fato, mas este mesmo leitor consegue enxergar a notícia através dos olhos do jornalista.
Cito agora um trecho do livro A arte de fazer um jornal diário, em que o autor Ricardo Noblat descreve o que fez o repórter Elio Gáspari na cobertura  do velório do grupo Mamonas Assassinas em março de 1996.

"Eis como Elio começou sua reportagem:

Guarulhos se bastou chorando a morte dos artistas do lugar.
Havia 62 coroas. Num lugar de honra, a de Gugu Liberato. Depois, o retrato do pedaço: "Amigos do Reggae Night","Mecânica Panda","Empresa Meteoro" e "Saudades do Nua Bar", onde eles cantavam antes do Utopia. Os caixões eram sete, mas a funerária não teve cruxifixos. Vieram só cinco. Foram 14 horas de fila.
Uns poucos meninos jogaram flores e folhas de mamona em direção aos caixões. Eram sete famílias ( cinco Mamonas, um técnico de palco e um agente de segurança). Nenhum terno, nenhuma solenidade. Para quem vive de grandes funerais, os Mamonas fizeram sucesso até o fim.
Valdir Pinheiro mora em Osasco, tem uma Kombi na qual carrega sua carrocinha de cachorros-quentes. Esteve em funerais memoráveis. Tancredo Neves ("o maior de todos, nunca vendi tanto, mas também foram vários dias"), Elis Regina e Ayrton Senna ("havia muita solidariedade, vendi 250, mas lá eu servia também calabresa").
Esperava vender 150 e gostava dos Mamonas."

E o autor termina assim:

"Li todas as reportagens publicadas pelos principais jornais brasileiros sobre o velório dos Mamonas. Em nenhuma, salvo na do Elio em O Estado de São Paulo, encontrei a informação sobre o número de coroas e a falta de dois cruxifixos. Em nenhuma outra li sobre a falta de cunho oficial e de solenidade do velório."

Agora, como adquirimos o dom da observação?
Bom.. ainda não sei, mas tenho uma teoria:
Com o nosso dia a dia.
Sabem, aquele ditado, não olharmos apenas para o nosso umbigo, penso que se aplica aqui.
Posso perceber na reportagem de Elio Gáspari, um tom de ser humano, que consegue enxergar o mundo a sua volta com solidariedade, que transmiti ao seu leitor, toda emoção ou comoção que envolveu a morte e o velório de um grupo de rapazes que estavam apenas começando!
Então eu reflito que se apesar da correria que é o nosso dia a dia, conseguirmos olhar ao redor, e perceber se o sol brilha ou não, se ao invés de caminharmos olhando para o chão, dermos nossos passos com olhos no horizonte, talvez a arte da observação possa aflorar mais facilmente em nós.
Se conseguirmos enxergar o outro, seja em nossa família, em nosso trabalho, em nossos amigos, ou em quem não nos desce, talvez possamos desenvolver além da observação um outro talento também necessário no jornalismo - a arte de se solidarizar com o mundo.
E quem sabe, através desse olhar, o mundo possa enxergar o outro com solidariedade.
Me perdoem - eu e minhas utopias!!!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Blog. Eu tenho, e você?

Todo mundo diz que, cada vez mais, é preciso se infiltrar no mundo digital que sofre transformações diariamente. Certo, mas como se faz isso?
Uma das ferramentas de principal importância para um jornalista é o blog.
Blog, pra quem não sabe, é uma plataforma do google que tem o principal objetivo de arquivar e publicar textos, que podem se estender de cronicas até artigos, com fotos e vídeos que tornam o "post" mais interessante.
Escritos de forma informal, os textos postados em blogs têm uma característica forte que é de poder interagir com o leitor. Algo pouco imaginável em um jornal impresso, por exemplo.
Além do fator informal, conta-se também, e muito, como portfólio. É uma forma de expor o que você escreve e a forma com que você escreve.
E é claro, há uma gama de formas que você pode apurar e escrever, alguns deles são em:

Blogs pessoais: Basicamente usado como um diário. Voltado para os acontecimentos da vida, e a opinião que o autor tem desses fatos. Algumas celebridades usam o blog para manter um contato com os seus fãs, tornando essa "relação" mais próxima.
Blogs corporativos e organizacionais: As empresas buscam o blog como uma forma de mater contato com seus clientes, podendo interagir e divulgar suas atividades.

Blogs de gênero: Esse talvez seja o mais comum. Blogs de gênero abordam sobre assuntos que o autor conheça muito bem e vão desde humor,  poesia, e até política. Possuem mais acesso.

Se você é jornalista, ou estuda para ser um dia, e não tem um blog, é bom pensar na ideia.
Treinar seu texto, e ver o que as pessoas acham dele é uma boa forma de descobrir o jornalista que há em você.

E se você tem um blog, nos conte porque e quando resolveu criá-lo.

E não esqueça de deixar aqui o link pra gente dar uma olhada no que vocês jornalistas andam escrevendo =)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Acabou, mas deixou bons frutos

Semana Estadão chegou ao final com temas relevantes e que merecem atenção, não somente dos estudantes de jornalismo, mas também dos grandes profissionais e pessoas comuns, envolventes ao mundo da tecnologia, o fato é que pessoas do mundo todo estão conectadas a todo instante, seja para se comunicar com amigos ou em busca de noticias, não importa. Vou fugir de alguns assuntos abordados nas palestras, porém acho de grande importância. Será que as pessoas sabem de fato, usufruir dos benefícios que a internet proporciona? De fato, é difícil responder essa questão. Minha opinião: as pessoas estão cada vez mais, expondo suas intimidades e assuntos que não convém há outras pessoas e principalmente perdendo boa parte do seu tempo on line, seja em casa ou no trabalho. Em alguns casos a rede de relacionamento está sendo usada para crimes, desde os crimes virtuais até mesmo para auxiliar na execução de crimes hediondos. Há coisas boas há serem desenvolvidas quando se têm um computador, criatividade e responsabilidade. Durante as palestras conhecemos a história de dois jovens com a idade de 15 e 16 anos, que estão bombando na internet usando apenas a criatividade e bom senso. Ao invés de perder seu precioso tempo, monte um blog, leia mais, use e abuse dos jornais impresso, busque conhecimento. Talvez, a tempo de se tornar um ser humano ainda melhor.

Site de pesquisa:
http://www.internetresponsavel.com.br/professores/o-que-sao-crimes-virtuais.php

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Semana Estado de Jornalismo II

No dia 21 os temas abordados foram: Mídias Sociais como Ferramenta de Jornalismo e Web e a Lei da Imprensa. Para o primeiro tema, recebemos o sociólogo e co-fundador do Busk, João Paulo Cavalcanti, ele afirmou que o fluxo de notícias na rede social e aplicativos grátis, vêm mostrando um crescimento relevante, além, das noticias que chegam através do Google e sites de busca. Durante a palestra ele falou sobre o futuro do jornalista: “No futuro haverá menos jornalistas fazendo pequenas reportagens, o robô deve produzir conteúdos”. Ele também acredita que a curadoria fará parte deste futuro. Na opinião do sociólogo o jornalista tende a se preocupar com assuntos mais relevantes, com tempo hábil para apurar, escrever e editar matérias, o robô irá desenvolver materiais mais simples e de menor importância.

Sobre o Busk
Busk reúne as notícias dos melhores publicadores da internet, seja qual for o assunto, funciona como um filtro.

Edmundo Leite que trabalha no arquivo do Grupo Estado, falou o quanto é importante o impresso. “Existem arquivos que não estão disponíveis na internet, apenas em livros e jornais antigos, a internet possibilita e facilita na busca de informações, mas ela não pode ser única”, disse Leite e falou sobre os cuidados que as pessoas devem ter ao publicarem conteúdos em sites de relacionamento, “Você está falando para o mundo”. Ele nos contou que durante apuração de um caso, ele descobriu informações em um site de relacionamento e usou como fonte, o dono do perfil entrou em contato dizendo que ele não tinha autorização para usar as informações do seu perfil, o jornalista esclareceu que não precisava de autorização para usar informações que são publicadas e visualizadas mundialmente. Alguns participantes comentaram a questão da credibilidade, pois alguns profissionais principalmente da área de jornalismo precisam tomar certos cuidados ao se expressar, ele pode se comprometer com suas opiniões e perder a credibilidade de seus seguidores. Para Edmundo manter dois perfis um profissional e o outro pessoal, pode ser a solução para este problema.

No tema Web e a Lei da Imprensa ninguém melhor que o jornalista Renato Lombardi para falar sobre o assunto. Atualmente jornalista da Rede Record, Renato Lombardi trabalhou no Estadão por 27 anos e falou da importância de manter arquivos de fontes guardados. Durante sua carreira Lombardi foi processado 34 vezes e perdeu apenas uma, durante a palestra falou: “Sempre guardei as entrevistas e todo material que poderia me amparar diante do fato que denunciava”. Todas informações são importantes, além de apurar e gravar, também deve fazer parte da rotina do jornalista arquivar dados do material coletado.



Adriana Fernandes