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sexta-feira, 27 de março de 2015

Inscrições para o 5º Curso Estado de Jornalismo Econômico terminam no domingo (29)

O prazo de inscrição para o 5º Curso Estado de Jornalismo Econômico termina domingo, dia 29 de março.  O evento é realizado pelo Grupo Estado em parceria com a Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EESP).

Podem se candidatar recém-formados de 2013 e 2014, além de alunos que encontram-se no último semestre de jornalismo. O candidato necessita cadastrar currículo no site vagas.com.br, escrever uma justificativa de interesse no curso e informar qual foi, em sua opinião, a notícia mais importante da cobertura econômica em 2014. Também é necessário realizar testes de múltipla escolha em conhecimentos econômicos, português e inglês.

O programa, criado em 2011, é gratuito e oferece diploma como extensão em Macroeconomia e Finanças. São três meses de curso (11 de maio a 7 de agosto). Nele o aluno participa de atividades práticas de jornalismo em sala de aula e nas redações do Grupo Estado, além de aprender um conteúdo  completo e teórico de economia. Além de atividades práticas, aulas e palestras, os alunos desenvolvem um material especial multimídia, com circulação nacional na versão impressa, no portal do Estadão e em outros veículos por meio da distribuição da Agência Estado.

"A experiência de trabalhar na redação do Estadão e a extensão em economia e finanças da FGV fazem do curso de jornalismo econômico uma oportunidade única para quem ainda dá os primeiros passos na profissão", diz Ian Chicharo Gastim, de 25 anos, que atualmente trabalha no portal Economia & Negócios.

Na página www.estadao.com.br/focas, o candidato encontra mais informações sobre o curso e o link para o cadastro. É possível também ver novidades e dicas em www.facebook.com/CursosEstadoDeJornalismo.

(Com informações da Folha Vitória)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Como os recrutadores olham para nós Focas

A revista Imprensa debateu recentemente a qualidade do curso de jornalismo no Brasil. Para isso os repórteres Guilherme Sardas e Jéssica Oliveira, entrevistaram diversos jornalistas, especialistas e coordenadores de alguns dos maiores programas de treinamento do país.

Com base nesta série de entrevistas publicadas entre os dias 4 e 8 de março de 2013 no Portal Imprensa, apresentaremos aqui o que os responsáveis pelos programas de treinamento dos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo, O Povo e da Tv Globo acham sobre os cursos de jornalismo do Brasil e os jornalistas por eles formados atualmente.


A editora-interina de Treinamento da Folha, Alessandra Balles, declarou sentir que “as faculdades não formam alunos nem com bagagem cultural/teórica, nem com experiência prática”, além disso há “a falta de jornais-laboratório (impresso, online, em rádio ou TV)”. O maior prejudicado por essas deficiências acaba sendo o jornalista recém-formado, que se vê diante de um mercado cada vez mais exigente e competitivo.

Para ela, a grade curricular deveria ser revista a cada ano, afim de acompanhar as necessidades do mercado, ou seja, “saber que as empresas jornalísticas precisam cada vez mais de profissionais capazes de atuar em várias plataformas, mas que tenham bagagem cultural para a produção de textos analíticos e aprofundados, ágil etc”.

Balles explica que a maior dificuldade dos selecionados no programa de treinamento da Folha é “a de ter boas pautas”, pois nossa geração, acostumada com as facilidades da internet, não possui o hábito de “abrir os olhos e ouvidos para a vida real”. Além disso, existe uma “falta de capacidade de improvisar”, o que pode ser resultado também da reduzida de prática de redação exigida nas faculdades. “Um estudante de jornalismo deveria escrever pelo menos um texto por dia, treinar clareza, concisão, agilidade”, afirmou.

Por outro lado, a editora-interina ressaltou que um dos pontos positivos dos “profissionais que saem das faculdades de jornalismo estão mais por dentro de como é a realidade da profissão, sem glamour, com longas jornadas, plantões”.


Marilena Oliveira, assistente da coordenação dos Cursos de Jornalismo de O Estado de São Paulo, classificou essa nova geração de jornalistas como profissionais de “cabeça aberta”. Segundo ela, “essa geração vem com uma cabeça que pode tanto escrever para a internet, rádio, impresso ou TV. Falta treino, mas ela tem a cabeça aberta”.

A profissional entretanto alertou: “Se o estudante chegar escolhendo, vai dançar. Não importa mais se vai fazer jornalismo na internet, rádio, TV, o repórter tem que ter qualidade, cuidado de apuração, ouvir várias fontes, ter ética”.

“O aluno tem que ser responsável pela sua formação. Por a culpa na faculdade é um tiro no pé”, concluiu.




Gabriela Cannela, analista de RH e responsável pelo programa de estagiários do jornal O Globo, observou que em nossos dias, “o profissional de jornalismo tem que ser um profissional que entende de tudo”. E “ele não pode começar já querendo só isso ou aquilo”.

Uma das dificuldades apresentadas pelos candidatos para o programa de estágio de O Globo, é a questão da escrita. “O candidato tem que saber escrever e bem. Sem erros de português, de concordância… Sentimos uma piora nesse aspecto.”

Mas o que realmente diferencia um candidato do outro? Segundo ela, é a bagagem cultural. “A pessoa que saiba conversar, que saiba se expressar bem, conhecer de vários assuntos. Você sente isso quando conversa com o candidato.”




Plínio Bortolotti, jornalista e diretor Institucional do Grupo de Comunicação O Povo, queixou-se de que “um dos principais problemas práticos é a dificuldade que boa parte dos estudantes têm em organizar um texto que faça sentido, com coerência e coesão. Ou seja, eles têm dificuldade em contar- ou relatar – uma história com começo, meio e fim”.

Apesar da falta de experiências culturais, históricas e até sobre conjuntura, Bortolotti vê na maioria dos selecionados uma vontade de aprender e um ânimo em seguir a carreira de jornalistas.

Questionando ainda a formação dada pelas faculdades atualmente, o diretor de O Povo acredita que a faculdade deveria “dar uma boa formação teórica, despertar nos alunos o desejo de conhecimento, e lhes ampliar o repertório cultural e humanístico”, pois na sua opinião, “a prática é mais fácil de aprender. Em seis meses em uma redação um recém-formado, se tiver boa formação, vai conseguir dominar os instrumentos básicos para se iniciar na profissão”.




Claudia Jorge, supervisora Executiva de RH do Programa estagiar da TV Globo alegou que “muitos dizem ter interesse em TV mas não conhecem com profundidade as diferentes mídias”.

Segundo ela, os estudantes tem apresentado diversas habilidades e competências, dentre elas estão “a facilidade com a tecnologia, viver experiências novas e inovadoras e amplitude cultural.”

A profissional alerta entretanto que “o relacionamento interpessoal deve ser aprimorado, pois atualmente os estudantes constroem relações informais por meio de mídias sociais utilizando a tecnologia. Quando chegam à empresa precisam rever esse formato, pois não sabem como lidar com as relações interpessoais mais formais”.

“O domínio da língua portuguesa é fundamental”, conclui.

Fonte: Casa dos Focas

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bate Bola com Danilo Gonçalves

Danilo Gonçalves é jornalista no Portal Terra


"Agilidade, dinamismo e poder de Contextualização, essas são as características de um bom jornalista"


Nome: Danilo Gonçalves Ferreira

Idade: 26 anos


Signo: capricórnio 

Um estilo de música:
A que eu gostar no momento, sem restrições 


Um livro favorito:
Amor nos tempos do cólera - Gabriel García Márquez

Me considero uma pessoa:
Alegre e disposta a viver experiências 


A minha melhor qualidade é:
Ter empatia com as pessoas


Qual é a melhor lembrança que tem da faculdade?
A experiência como pessoa. É quando a gente começa a opinar pra um público com mais ou menos mesmo perfil que o seu. E isso é vivido em todas fases da graduação. É uma experiência para vida. Conhecer pessoas importantes também foi marcante nesse período.


Atualmente você trabalha no Portal Terra fazendo:
Redigindo notas e pensando em soluções para programação de telas digitais instaladas em estabelecimentos diversos.


A sua opinião sobre o jornalismo na Era Digital é...
Estamos vivendo a mudança, não somente ouvindo falar dela. Cabe-nos estar cada vez mais preparados com repertório e dispostos ao novo, a desafios.

Como você enxerga o mercado de trabalho para as focas hoje?
É um mercado amplo, um pouco fechado, mas atraente pelo dinamismo de funções que podem ser desempenhadas. Não é interessante se fechar em perspectivas prontas, abram-se para os desafios.

Um livro que todo estudante de jornalismo precisa ter na cabeceira é? Preconceito Linguísico - Marcos Bagno

Três características que definem um jornalista são:
Agilidade, dinamismo e poder de Contextualização.

Uma citação:
O segredo do sucesso é a persistência no trabalho

Por que você fez faculdade de Jornalismo?
Pela possibilidade de lidar com pessoas e contar historias 

A melhor forma de criar um portfólio é?
Mostrar quem você é, das formas mais diversas possíveis: blogs, redes sociais etc.

Na área de comunicação, qual é a importância de construir um bom networking? E como fazer isso?
A importância é total. É a partir dele que você conhece pessoas do meio, aprende as diversas linguagens e, por fim, faz contatos importantes. A melhor forma de se fazer isso é se mostrar presente em eventos e interações importantes, como debates, palestras, movimentos populares e por aí vai...

Para ser um bom profissional na area, é preciso:
Gostar do que faz, ter paciência, mostrar-se disposto, buscar inovar e pensar sempre além do que é pedido e, além de identificar problemas, pensar sempre em alguma sugestão para resolvê-lo
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Contatos:
danilo.jornal@gmail.com
Face: Danilo Gonçalves