Wendy Leigh, jornalista e escritora, teve seu corpo encontrado hoje às margens do Rio Tâmisa em Londres. Ela tinha 65 anos e a polícia trabalha com a possibilidade de suicídio,em que ela teria se atirado no rio diretamente da varanda de seu apartamento.
A imprensa britânica afirma que Wendy não estava lidando bem com a morte de sua mãe, falecida no último Natal; e que publicava com frequência mensagens de saudades em suas redes sociais
Wendy foi responsável pela publicação de mais de 16 livros, tendo biografado, além de David Bowie, no best seller, 'Bowie', outras celebridades como Patrick Swayze, Arnold Schwarzenegger, Marilyn Monroe e John Kennedy.
Em 'Bowie', a escritora narra a história do artista desde sua infância, no bairro de Brixton, sua difícil relação com sua mãe, o apoio que recebeu de seu pai quando se lançou na carreira artística, sua vida sexual não ortodoxa, até seu último disco, 'Black Star', lançado no início desse ano, dois dias antes de sua morte.
O Grupo Editorial Record, responsável pela publicações de Wendy no Brasil, lamentou profundamente seu falecimento.
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segunda-feira, 23 de maio de 2016
Dicas para gravar e transcrever entrevistas
Gravar uma entrevista no seu smartphone para transcrever depois não é uma tarefa complicada, mas, talvez você não fique satisfeito com o resultado. Uma vez que os aplicativos disponíveis não costumam disponibilizar muitas ferramentas que auxiliem no ganho de qualidade. Sim, você só está transcrevendo. Mas e se existir um trecho do depoimento do seu entrevistado que acrescentaria muito à outra matéria?!
Foi pensando nisso que Dan Kennedy, professor de jornalismo da Universidade Northeastern, de Boston, listou uma série de dicas para que você não passe nenhum perrengue na hora gravar e transcrever o material da sua fonte.
As dicas de aplicativos se resumem à plataforma iOS, mas você não deverá encontrar problemas para achar correspondentes para Android.
Para gravar a entrevista
Vamos começar com um software para o seu celular que não te deixe na mão na hora H. O iTalk, desenvolvido pela Griffin Technology, é barato e fácil de usar.
Assim que você abrir o app, ele vai te oferecer 3 opções de qualidade de gravação e pedir que você já dê um nome para o seu arquivo, o que ajuda a não se confundir na edição. Para gravar, é simples. Basta apertar o botão enorme e vermelho escrito "PRESS TO RECORD". Uma barra vermelha mostra a modulação de áudio, o que tranquiliza o usuário. Sim, está gravando.
Quando terminar, o aplicativo oferece a opção de enviar o material via e-mail, Dropbox ou direto para o Soundcloud.
Para conseguir um bom áudio
A empresa Røde produz um microfone de lapela que você pode conectar ao seu smartphone para gravar vídeos com qualidade de áudio profissional. E ainda por cima (advinha só!), se conecta automaticamente ao iTalk.
O microfone não é barato (cerca de R$400), mas, à longo prazo, você verá que ele quebra muitos galhos.
Quando a entrevista não é presencial
No caso de você fazer a entrevista por telefone, o primeiro e mais óbvio passo é não usar o telefone que você baixou seu aplicativo de gravação para fazer o telefonema (afinal, como você iria gravar?).
A melhor opção é conectar o telefone que você fará a ligação a um auto falante Bluetooth; e então
posicionar seu smartphone com aplicativo gravador ao lado do falante.
Uma dica não diretamente relacionada ao tópico do professor Kennedy é sempre iniciar a entrevista com "Eu estou gravando isso. Tudo bem?".
Do áudio para o texto
Para te ajudar a transcrever a entrevista, a dica é o software gratuito Express Scribe (ele possui uma versão paga na qual você pode manipular o áudio com um pedal). Além de continuar funcionando mesmo que você minimize a página e abra o Word (algo que muitos softwares de edição não fazem), ele permite que você personalize atalhos referentes ao áudio no seu teclado. Você pode, por exemplo, acelerar ou voltar a trilha, ou ainda estabelecer um atalho que te permita rebobinar o áudio de três em três segundo, ou cinco em cinco.
Por fim...
Por fim, podemos notar que a tecnologia, se bem aplicada, pode deixar o trabalho do jornalista muito mais fácil. E os diversos aparelho necessários para fazer uma entrevista há 10 anos, podem, hoje, ser substituídos por um simples smartphone com o grupo de gadgets e aplicativos corretos.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Para inspirar: cinco filmes, uma série e uma brincadeira sobre jornalismo
Jornalismo é um tema que chama a atenção de produtores e diretores de cinema há anos. Clássicos foram feitos no passado, como Cidadão Kane e A Montanha dos Sete Abutres, e novos clássicos estão sendo feitos nos dias de hoje, como o vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2016, Spotlight.
Em geral, são filmes de despertam admiração, passam ensinamentos do que fazer e não fazer e podem inspirar jornalistas da velha e da nova guarda a implementarem o fazer da profissão. Para isso, separamos cinco filmes sobre o tema, uma série de tv e uma brincadeira para relaxar depois de tanta inspiração.
Todos os filmes foram lançados há menos de 10 anos, para mostrar que o tema está em alta e quem buscar vai achar ainda mais filmes. O anteriormente-mencionado Spotlight não entrou na lista porque já falamos dele anteriormente aqui.
1. Confidencial (2006)
O filme, assim como Capote (2005), narra a trajetória do escritor Truman Capote durante os seis anos que ele levou para criar a obra In Cold Blood, um dos mais importante romances do século XX e precursor dos livro-reportagens.
Enquanto o primeiro filme se distancia do personagem principal para contar sua história, Confidencial mergulha de cabeça nas emoções do protagonista.
Tudo começa em novembro de 1959, quando Truman lê um artigo no jornal sobre o assassinato de quatro membros da mesma família em cidade do interior de Kansas. Intrigado pelo crime se passar em uma região tão pacata, Capote faz as malas e parte em direção à cidade.
O elenco conta com Sandra Bullock, Toby Jones, Daniel Craig, Gwyneth Patrol e Sigourney Weaver. A direção é de Douglas McGrath
2. O Preço da Coragem (2007)
O filme é baseado na obra homônima de Mariane Pearl a respeito da aterrorizante história de seu marido, o repórter do Wall Street Journal, Daniel Pearl, que foi sequestrado no Paquistão, enquanto investigava o paradeiro de um possível homem-bomba relacionado à Al-Qaeda.
O elenco conta com Angelina Jolie e Irrfan Khan. A direção é do inglês Michael Winterbottom e a produção é do marido de Jolie, Brad Pitt.
Lembrando que nós já falamos sobre a história de Daniel Pearl aqui, nesse artigo sobre a bolsa oferecida pela Moment Magazine.
3. A Caçada (2007)
Um correspondente de guerra, um cinegrafista e um repórter iniciante embarcam em uma missão não autorizada para encontrar o criminoso mais procurado da Bósnia. O filme, apesar de não ser considerado "baseado em fatos reais", alerta que "as partes mais ridículas desse filme são verdadeiras".
No elenco estão Richard Gere, Terrence Howard, Jesse Eisenberg, Diane Kruger e James Brolin. A direção é de Richard Shepard, que trabalhou nas séries Ugly Betty e 30 Rock.
4. Zodíaco (2007)
O filme é baseado em um livro não ficcional de mesmo nome e narra a caçada a um serial killer auto-intitulado Zodíaco, que fazia vítimas durante os anos 60 e 70 em São Francisco. O criminoso enviava cartas codificadas aos jornais da região como um modo de zombar da incapacidade da polícia. O crime é um dos mais notórios ainda não resolvidos na história recente americana.
O filme conta com Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr. e Mark Rufallo e a direção de David Fincher, de Alien 3, Se7en, Clube da Luta, Quarto do Pánico, O Curioso Caso de Benjamin Button e diversos outros sucessos de bilheteria.
5. Um Louco Apaixonado (2008)
Uma comédia para relaxar. Baseado no livro How to Lose Friends and Alienate People, do escritor inglês Toby Young, Um Louco Apaixonado é sobre um jornalista inglês que muda para Nova York e batalha para se encaixar dentro do padrão da Sharps, a revista de celebridades mais badalada da America.
Megan Fox, Simon Pegg, Kirsten Dunst e Jeff Bridges estão no elenco do filme, que conta com a direção de Robert B. Weide.
6. The Newsroom (2012-2014)
Essa série da HBO retrata o dia a dia e os obstáculos pessoais e profissionais de Will McAvoy, âncora republicano do jornal fictício News Night, e sua produtora Mackenzie McHale. O destaque da série fica pelo foco no lado não-glamouroso da profissão.
Jeff Daniels, Olivia Munn, Alison Pill e Emily Mortimer estão no elenco.
7. Brüno (2009)
Brüno é um mockumentário (ou uma docucomédia, um tipo de filme que exibe eventos ficcionais, utilizando a linguagem de documentário) que retrata a história do personagem-título, um repórter da TV austríaca que, após ser demitido por invadir acidentalmente a passarela da Semana da Moda de Milão, se muda para os EUA para se tornar a maior estrela do país.
Sacha Baron Cohen, o homem por trás do filme Borat, é o cérebro por trás dessa grande pegadinha com a mídia americana.
Em geral, são filmes de despertam admiração, passam ensinamentos do que fazer e não fazer e podem inspirar jornalistas da velha e da nova guarda a implementarem o fazer da profissão. Para isso, separamos cinco filmes sobre o tema, uma série de tv e uma brincadeira para relaxar depois de tanta inspiração.
Todos os filmes foram lançados há menos de 10 anos, para mostrar que o tema está em alta e quem buscar vai achar ainda mais filmes. O anteriormente-mencionado Spotlight não entrou na lista porque já falamos dele anteriormente aqui.
1. Confidencial (2006)
O filme, assim como Capote (2005), narra a trajetória do escritor Truman Capote durante os seis anos que ele levou para criar a obra In Cold Blood, um dos mais importante romances do século XX e precursor dos livro-reportagens.
Enquanto o primeiro filme se distancia do personagem principal para contar sua história, Confidencial mergulha de cabeça nas emoções do protagonista.
Tudo começa em novembro de 1959, quando Truman lê um artigo no jornal sobre o assassinato de quatro membros da mesma família em cidade do interior de Kansas. Intrigado pelo crime se passar em uma região tão pacata, Capote faz as malas e parte em direção à cidade.
O elenco conta com Sandra Bullock, Toby Jones, Daniel Craig, Gwyneth Patrol e Sigourney Weaver. A direção é de Douglas McGrath
2. O Preço da Coragem (2007)
O filme é baseado na obra homônima de Mariane Pearl a respeito da aterrorizante história de seu marido, o repórter do Wall Street Journal, Daniel Pearl, que foi sequestrado no Paquistão, enquanto investigava o paradeiro de um possível homem-bomba relacionado à Al-Qaeda.
O elenco conta com Angelina Jolie e Irrfan Khan. A direção é do inglês Michael Winterbottom e a produção é do marido de Jolie, Brad Pitt.
Lembrando que nós já falamos sobre a história de Daniel Pearl aqui, nesse artigo sobre a bolsa oferecida pela Moment Magazine.
3. A Caçada (2007)
Um correspondente de guerra, um cinegrafista e um repórter iniciante embarcam em uma missão não autorizada para encontrar o criminoso mais procurado da Bósnia. O filme, apesar de não ser considerado "baseado em fatos reais", alerta que "as partes mais ridículas desse filme são verdadeiras".
No elenco estão Richard Gere, Terrence Howard, Jesse Eisenberg, Diane Kruger e James Brolin. A direção é de Richard Shepard, que trabalhou nas séries Ugly Betty e 30 Rock.
4. Zodíaco (2007)
O filme conta com Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr. e Mark Rufallo e a direção de David Fincher, de Alien 3, Se7en, Clube da Luta, Quarto do Pánico, O Curioso Caso de Benjamin Button e diversos outros sucessos de bilheteria.
5. Um Louco Apaixonado (2008)
Uma comédia para relaxar. Baseado no livro How to Lose Friends and Alienate People, do escritor inglês Toby Young, Um Louco Apaixonado é sobre um jornalista inglês que muda para Nova York e batalha para se encaixar dentro do padrão da Sharps, a revista de celebridades mais badalada da America.
Megan Fox, Simon Pegg, Kirsten Dunst e Jeff Bridges estão no elenco do filme, que conta com a direção de Robert B. Weide.
6. The Newsroom (2012-2014)
Essa série da HBO retrata o dia a dia e os obstáculos pessoais e profissionais de Will McAvoy, âncora republicano do jornal fictício News Night, e sua produtora Mackenzie McHale. O destaque da série fica pelo foco no lado não-glamouroso da profissão.
Jeff Daniels, Olivia Munn, Alison Pill e Emily Mortimer estão no elenco.
7. Brüno (2009)
Brüno é um mockumentário (ou uma docucomédia, um tipo de filme que exibe eventos ficcionais, utilizando a linguagem de documentário) que retrata a história do personagem-título, um repórter da TV austríaca que, após ser demitido por invadir acidentalmente a passarela da Semana da Moda de Milão, se muda para os EUA para se tornar a maior estrela do país.
Sacha Baron Cohen, o homem por trás do filme Borat, é o cérebro por trás dessa grande pegadinha com a mídia americana.
Quem foi Alexander Page?
Março de 2011, Síria. Após as orações de sexta feira, na Mesquita dos Omíadas, a Grande Mesquita de Damasco, um senhor toma a frente daqueles que se reuniam em oração. “Meus filhos são prisioneiros e eu não os vejo há anos. Eu quero a liberdade deles.” Os demais homens gritam palavras de ordem em seu apoio. A Primavera Árabe havia chegado à Síria. E Alexander Page estava lá e foi a voz de um povo em um país silenciado pelo seu próprio governo.
Alexander nem sempre se chamou assim. Ele, na realidade, nasceu Rami Jarrah, no Chipre, filho de pais sírios, fugitivos do Massacre de Hama, em 1982, em que tropas do exército, lideradas pelo General Rifaat Al-Assad, irmão mais novo de Bashar Al-Assad, mataram entre 10.000 e 25.000 civis opositores do governo socialista Ba’ath. Viveu a maior parte de sua vida em Londres, onde estudou jornalismo.
Até que em 2004, Rami viaja a Síria para conhecer sua terra natal e de seus pais. Lá ele é preso logo na sua chegada, interrogado a respeito de sua relação com seus familiares expatriados rebeldes e proibido de deixar o país pelos próximos 3 anos. Em Damasco, acaba iniciando uma bem sucedida carreira como consultor de comércio exterior, conhece sua esposa e tem uma filha. É quando estoura a Primavera Árabe.
Rami participa dos protestos contra o governo de Bashar Al-Assad, no papel de observador. Armado com um celular, filma as manifestações e a violência a qual os manifestantes são submetidos e disponibiliza esse material no YouTube. Logo nas primeiras semanas de manifestação, ele é preso e levado à tortura; é obrigado a ficar de pé por 40 horas, enquanto é espancado, esguichado com água gelada e submetido à choques elétricos.
Quando liberto, após ser obrigado a admitir ser um terrorista, o rapaz sereno não era o mesmo. Ele se torna membro essencial do movimento opositor ao governo e volta a filmar as manifestações com seu celular, mas dessa vez, ao invés de levar ao YouTube, entrega o material às redes CNN, Al Jazeera e BBC, que têm dificuldades para driblar a censura do governo e relatar o ponto de vista da população.
Minutos antes de entrar ao vivo para relatar os últimos acontecimentos à BBC, Rami está com diversas abas abertas em seu notebook. Em uma delas, está escrito em inglês "Página do Alexander". O rapaz precisa de um codinome para sua própria segurança. Nascia ali, Alexander Page.
Poucos dias depois, a empresa de importação em que Rami trabalha obriga seus funcionários a comparecerem em um protesto pró-governo. O rapaz pede as contas sem pestanejar. Enquanto Rami Jarrah está desempregado, Alexander Page tem emprego integral.
Ao fim de 2011, ele é preso novamente durante outro protesto. Dessa vez, Rami (ou Alexander) levava consigo um roteador 3G para garantir conexão aos demais participantes da demonstração. Porém, diferentemente da vez anterior, o rapaz é rapidamente liberado para ir embora.
Nos dois dias que seguem, Rami tem a sensação de estar sendo observado e seguido por onde vai. Até que, ao chegar na porta de casa, após mais um dia de militância, um grupo de homens o espera. Ele é espancado. Algumas horas depois, em meio a madrugada, Rami recebe um telefonema de um conhecido infiltrado no serviço secreto. A identidade de Alexander Page havia sido descoberta. Duas horas mais tarde, ele, sua esposa e sua filha estão embarcando para o Cairo. A família está de mudança.
Hoje, Rami ainda vive no Cairo com a família. Mora em um apartamento, rodeado de telas de TV e computadores, acompanhando passo a passo dos rebeldes, do governo e das recentes ondas migratórias sírias. Ele continua atuando como jornalista/ ativista, agora apoiado pela organização holandesa Hivos, Instituto de Cooperação Humanista. Sua vasta coleção de textos, fotos e vídeos de crimes cometidos por Bashar Al-Assad contra seu povo só cresce. Está tudo cuidadosamente tabelado e classificado por tipo. Seu objetivo é que, quando Assad seja finalmente levado à corte, ela não tenha argumentos para negar seus crimes contra a humanidade.
Rami não atende mais como Alexander Page. Não é mais necessário. Mas Page não morreu. Se multiplicou. E está apenas esperando o momento de atender,mais uma vez, a voz daqueles que são silenciados.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Inscrições abertas para o 11° Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo
O Congresso
contará com cerca de 70 palestras, painéis e cursos práticos, e abordará temas como
cobertura política, corrupção, financiamento de jornalismo independente,
jornalismo de dados, bastidores da reportagem, técnicas de apuração e redação e
muito mais.
O grande
destaque fica por conta das jornalistas Tai Nalon, diretora da agência Aos
Fatos e Cristina Tardáguila, da Agência Lupa. Ambas as agências trabalham com a
verificação de veracidade de notícias ligadas principalmente ao campo político.
Elas irão ministrar um debate sobre o porquê desse tipo de agência estar
ganhando protagonismo em tempos de web jornalismo. A jornalista argentina,
Laura Zommer, da agência portenha de checagem Chequeado, deverá ter sua presença
confirmada até o fim dessa semana.
O evento
trará ainda uma homenagem à Elvira Lobato, ex-repórter do jornal Folha de São
Paulo. A jornalista, que dedicou 38 anos ao jornalismo investigativo, terá um
mini documentário sobre sua carreira exibido no Congresso.
Outras
palestras ficarão por conta de Alessandra Vilas Boas e Cláudia Antunes (Como
cobrir crises humanitárias), Flávio Ferreira e Filipe Coutinho (Como o
jornalismo conseguiu andar lado a lado com a Lava Jato), Rodrigo Mattos e Lúcio
de Castro (Investigação em esporte com documentos públicos), a argentina
Mariana Walker Guevara e Fernando Rodrigues (Por trás do Panama Papers), o
americano Bob Garfield (O colapso econômico da imprensa: há luz no fim do
tunel?) e muitos outros.
Para fazer
sua inscrição, clique aqui.
E para ver a programação, clique aqui.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Dicas para ser um jornalista freelancer no exterior
A jornalista inglesa Abigail Edge teve essa experiência
quando se mudou para Denver, nos EUA. Ela reuniu um grupo de colegas espalhados
pelo mundo que estavam na mesma situação e juntos compuseram uma série de dicas
para outros profissionais da área que querem seguir esses passos.
Antes de começarmos, é importante lembrar que, além das
vantagens listadas anteriormente, ser freelancer é o tipo de serviço que apesar de não te dar a segurança de um trabalho fixo, pode te dar a liberdade
para, ao mesmo tempo, engajar outras atividades que te interessem (como viajar
pelo mundo J ).
Outro ponto importante é que o jornalista estrangeiro apresenta uma vantagem em
relação aos seus concorrentes locais. Ele pode observar, descrever, debater e
criticar o que acontece em sua volta de uma perspectiva mais distante, objetiva
e diferenciada.
Mas como tudo na vida tem dois lados (pelo menos), trabalhar
no exterior não é sempre um mar de rosas. Você terá que pensar em que moeda
você será pago. Se você morar em Nova Iorque, por exemplo, mas prestar serviços
para uma empresa brasileira, que vai fazer um pagamento em Real, deve-se
lembrar da taxa de câmbio e que NYC é uma das cidades mais caras do mundo.
Haverá também outras barreiras, como a língua, diferenças culturais, vistos e
impostos locais que você terá que enfrentar.
Dois pontos importantes que devem ser levados em conta antes
da escolha do local a se trabalhar são estilo de vida e oportunidades de
trabalho. Você deve escolher um local que se adeque ao estilo de vida que você
quer levar, para que você não tenha que fazer muitas adaptações desagradáveis,
ao mesmo tempo que seja um local de relevância jornalística. Londres pode ser
uma cidade cheia de fontes, personagens e histórias, mas também é uma cidade
cara e onde a concorrência é grande. Thimbu, capital do Butão, fica no meio das
montanhas do Himalaia, cercada de templos budistas. Silêncio e paz reinam e não
há muita concorrência, mas também não há grande interesse
internacional na
região.
Verifique também quais são as exigências legais para morar e
trabalhar no país escolhido. Cada um tem suas próprias regras e, construir um
sonho para depois descobrir que o lugar não permite trabalho estrangeiro pode
ser bem desagradável.
É importante voltar para o seu país de origem sempre que
possível para reabastecer as energias. Fazer amizade com pessoas locais e
outros estrangeiros que estão passando por situações semelhantes às suas também
ajuda.
Se você já tem contatos de trabalho no seu país,
certifique-se de avisar com antecedência todos eles que você está se mudando.
Pode ser uma boa maneira de conseguir “freelas”. Antes de sair de casa, conheça
os veículos de comunicação do seu destino que te interessam e que possam se
interessar pelo seu trabalho. Atualize todas as suas redes sociais com a sua
nova localização. Se você não tira fotos, aprenda ou encontre um fotógrafo
local. Uma foto exclusiva vai ajudar a vender sua história. E verifique se há
uma associação de correspondentes na cidade que você vai estar (a maioria das
grandes cidades têm). É uma boa maneira de fazer novos contatos.
Se você está trabalhando para uma empresa da sua terra natal,
pergunte como será efetuado o seu pagamento. Você terá que abrir uma conta em
um banco local e é possível que ele cobre uma taxa para receber dinheiro
estrangeiro. Quem deve arcar com essa taxa é o seu contratante, e não você.
Viver inteiramente só de freelas pode ser um processo
demorado. Tenha uma reserva de pelo menos dois meses para evitar
dificuldades. Nos primeiros meses, pode ser que você tenha que arrumar um outro
trabalho que não tenha relação com jornalismo para se manter, como em um bar ou
restaurante. Mantenha sua mente aberta. Faz parte da aventura e da história que
você quer contar aos seus netos.
Por fim, trabalhar como freelancer em um país estrangeiro é
possível, mas não é para todos. É uma experiência gratificante e uma chance de
explorar novos horizontes. E mesmo que você não se adapte, lembre-se que será
uma experiência importante de aprendizado. Vai expandir sua visão de mundo e
te preparar para outras futuras aventuras que você queira embarcar.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Realidade Virtual e o futuro da comunicação
Ocorreu nessa semana, nos dias 12 e 13 de abril, a conferência Financial Times Digital Media 2016, em Londres. O objetivo era mapear os principais desafios que as grandes empresas de mídia deverão enfrentar em uma época em que a revolução digital mudou a maneira como a informação é criada, distribuída e consumida, em uma velocidade sem precedentes.
Um dos pontos discutidos no evento foi a realidade virtual e como o seu uso pode ser uma importante ferramenta para o futuro da notícia. De acordo com Justin Hendrix, diretor executivo da NYC Media Lab, as empresas de notícias devem se inteirar sobre o hype da tecnologia ou ficarão para trás.
A técnica, que já foi relegada no passado, vem ganhando forte investimento de diversas empresas de tecnologia, como Sony, HTC e Samsung; e, enquanto o investimento na área em 2014, foi de US$90 milhões, a perspectiva para 2018 é de US$5,2 bilhões.
O headset de visão 360º, Oculus Rift, por exemplo, foi comprado em 2014 pelo Facebook por US$2 bilhões, e Mark Zuckerberg diz que o futuro de sua empresa está fortemente atrelado ao uso da tecnologia.
Hendrix compara a chegada da realidade virtual à invenção do rádio e da televisão, ambas tecnologias que foram questionadas quanto às suas funcionalidades a princípio. "Minha dica para se iniciar (na técnica) seria "alimentar" o geek - o garoto ou garota da sua empresa que gosta de experimentar tecnologias novas, e deixar que eles testem o novo software."
Então, para informar e inspirar profissionais e estudantes de jornalismo e comunicação em geral sobre a realidade virtual, nós separamos duas apresentações do TED (Technology, Entertainment and Design) sobre o tema.
Na primeira, Chris Milk, diretor, fotógrafo e fundador da empresa Vrse.works, nos conta como a realidade virtual é definitivamente uma máquina de empatia.
Nesse segundo vídeo, fazemos um link com o primeiro. A jornalista Nonny, de la Peña, explica como a realidade virtual, a máquina de empatia citada anteriormente, irá mudar a maneira como se faz a cobertura jornalística.

