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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Documentários importantes para relaxar e pensar sobre jornalismo

Sabemos que em alguns momentos da vida acadêmica – quase todos – estamos cheios de provas, livros e atividades para entregar. Não devemos tornar um hábito esquecer do tempo livre, da sua vida pessoal e social. Por isso fizemos este post. Pensamos em você, que só quer tirar umas horinhas de descanso antes do próximo trabalho.  

Abaixo listamos cinco documentários que abordam fatos históricos. Todos tem contato com outras perspectivas e como se transformar em um jornalista engajado nos temas políticos e econômicos. Mesmo relaxando é possível absorver conteúdos importantes para nossa profissão. Aproveite!

#1 Triunfo da vontade
Filme alemão de 1935 que retrata o sexto congresso do partido nazista realizado no ano anterior com mais de 30.000 adeptos ao nazismo. A cineasta Leni Riefenstahl tinha grandes conhecimentos técnicos e foi uma grande influência para outros cineastas.

#2 Os catadores e eu
A diretora Agnès Varda documenta a vida dos catadores de fruta que pegam os restos no chão e depois vendem ou doam aos famintos. Ao mesmo tempo Agnès
conversa com eles de política até historias pessoais. Documentário Francês do ano 2000.

Agnès Varda durante a gravação do documentário "Os catadores e eu"
#3 Cinco câmeras quebradas
Em 2005 o governo israelense construiu um muro em uma pequena cidade da Cisjordânia. O motivo deles era de proteger o povoado. Emad Burnat, agricultor local, em forma de protesto grava tudo que está a sua volta.
  
#4 Valsa com Bashir
Dirigido por Ari Folman, é um filme israelita lançado em 2008 durante o Festival de Cannes. Folman é um veterano da Guerra do Líbano de 1982 e ele tenta recuperar as memórias perdidas dos eventos que marcam o massacre de Sabra e Shatila. O filme foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
  
#5 Diário de uma busca
Aos 41 anos, o jornalista Celso Afonso Gay Castro morreu de forma suspeita. Durante seu exílio na época da ditadura militar ele percorreu países da América Latina. Flávia Castro, sua filha tenta desvendar a causa de sua morte. O documentário recebeu o Prêmio da Crítica no Festival de Gramado.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Resenha Crítica: Vamos faturar

A corporação (The corporation)
Direção: Mark Achbar e Jennifer Abbott
Gênero: Documentário
Ano: 2003

 O documentário A corporação, baseado no livro A Corporação – A Busca Patalógica por Lucro e Poder, de Joel Bakan, é uma análise do mundo corporativo. Com 2h25 de duração e ritmo intenso, a trama se desenrola entre casos que exemplificam a luta incessante pelo dinheiro, a construção de um suposto perfil psicológico de uma corporação e depoimentos de pessoas que fizeram ou fazem parte das corporações, além de críticos ao sistema.

O perfil traçado durante o documentário diagnostica a corporação com um distúrbio de personalidade. Caso fosse um ser humano, seria a corporação uma psicopata, caracterizada pela não preocupação com a sociedade, o meio ambiente, seus consumidores ou colaboradores e a incapacidade de assumir a culpa de prejuízos causados.

Entre os casos mais chocantes no filme estão os que envolvem a indústria alimentícia, cujas corporações pautam apenas o lucro, sem se preocupar com danos, muitas vezes irreparáveis, que seu negócio pode causar aos consumidores. O caso da Monsanto é um exemplo: mentiu sobre os efeitos da substância usada para aumentar a produção de leite das vacas. Além de causar dor aos animais, gerou sérios problemas para as pessoas que consumiram o leite.

Uma das perguntas que chamam atenção durante o filme é: “Que tipo de pessoa é uma corporação?”, fazendo referência à pessoa jurídica que perante a lei tem os mesmos direitos de uma pessoa física. Talvez, o que falte para a corporação seja ética e alma de uma pessoa real.

Falta de ética das empresas, aliás, não é assunto – haja vista a data do filme. No atual contexto, um dos casos que demonstram evidentemente a falta de alma de uma corporação, talvez o perfeito desenho de um psicopata, é o da mineradora Samarco e os reflexos que causou em Mariana-MG. O egoísmo dos donos das corporações é nítido. Diante desta recente tragédia, parece ser impossível falar de ética quando o objetivo é o lucro.

Talvez a proposta do documentário, que há mais de uma década tentou discutir a busca incontrolável pelo lucro, não tenha surtido efeito nas grandes corporações. Entretanto, a mensagem faz o telespectador refletir de maneira diferenciada sobre as responsabilidades das organizações e seus limites éticos.

O filme está disponível no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=Zx0f_8FKMrY

terça-feira, 16 de junho de 2015

Let’s go exploring...

O documentário Dear Mr. Watterson, sobre Calvin e Haroldo, começa com declarações de fãs da dupla, como "eu não gostava de livros com 'palavras' e essas tirinhas me despertaram gosto pela leitura" e "o meu primeiro e único crime foi roubar esse livro (diz a garota segurando um livro de tirinhas do Calvin)".

Imagina-se que após todas essas declarações, ouviremos algumas palavras do (ou sobre) Bill Watterson, afinal, ele é o criador dos personagens... Só que não, porque a ideia do documentário é outra. O conceito do trabalho é entender a razão das tirinhas desse garoto terem tantos admiradores mesmo após seu fim. Será que todos amam as historias de Calvin e Haroldo por terem algo em comum ou pelo simples fato de quererem ter?

Talvez, o foco tenha sido direcionado para os apreciadores da obra de Bill Watterson por conta dele ser o “pé grande dos cartunistas”, ou seja, é impossível encontrá-lo. Mas o motivo não importa, afinal, é uma forma diferente e inovadora de falar sobre um quadrinho que muitos adoram. 

É obrigatório para qualquer fã de cartoons que assista Dear Mr. Watterson, pois apesar do tema principal ser de agradecimento ao Mr. Watterson, também é mostrado brevemente como funciona a estrutura comercial dos cartoons, como o espaço dos quadrinhos - que vem diminuindo nos jornais -, e como funcionam os merchandising dos personagens.

Quadrinhos são importantes não só por incentivarem crianças a ler. Apesar de serem considerados “artes baixas”, causam um grande impacto. Por que quando se tem uma hora composta apenas por palavras ou imagens é arte, e quando juntamos esses elementos é considerado coisa de criança?

Se você busca essa e outras perguntas sobre o universo das tirinhas, não deixe de assistir esse belo documentário que está disponível no Netflix. 


Ultima tirinha publicada de 'Calvin e Haroldo', publicada em 31 de dezembro de 1995