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Mostrando postagens com marcador mulheres. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

#GirlBoss na comunicação!

Com o passar do tempo e dos anos as mulheres vem conquistando o seu espaço no mercado de trabalho e na área de comunicação não é diferente, o jornalismo está cada vez mais tomado por rostos femininos. As funções de âncoras, repórteres, produtores, coordenadores de jornalismo, entre outras estão sendo invadidas por mulheres.

Mas não pense que foi fácil para o gênero feminino conseguir se colocar onde está hoje, pois mesmo atualmente as mulheres ainda têm dificuldades de inserção no mercado de trabalho. Mesmo na comunicação, seja publicitária, jornalista, cineasta ou relações-públicas, elas ainda enfrentam adversidades na carreira.

Antigamente era praticamente impossível assistir um jornal onde uma mulher estaria à frente de uma bancada lendo as noticias, até porque havia uma grande diferença entre homens e mulheres, porém hoje isso se tornou muito comum aos olhos dos telespectadores, que ligam a TV e se deparam, por exemplo, com a Renata Vasconcellos como âncora do Jornal Nacional.
Sandra Annenberg

Além deste exemplo muitos outros são comuns, como Maria Júlia Coutinho, Patrícia Poeta, Poliana Abritta, Rachel Sheherazade, Fátima Bernardes, Sandra Annenberg, Monalisa Perrone, Roberta Piza e muitas outras mulheres que dominam a televisão, a mídia e na maioria das vezes as manchetes de noticias.

Será que as mulheres só dominaram a televisão? Não! Elas estão em peso nas redações, nas rádios e também nas agências de comunicação. A AJO- Agência de Jornalismo da USCS é um bom exemplo disso, atualmente o time de jornalistas é formado apenas por mulheres, que honram seus cargos e trabalham com muita competência e seriedade.
Equipe AJO

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Vamos falar de abuso e agressão?

Cada dia mais, a mídia vem noticiando os diversos casos de abuso e agressão contra mulheres, nas últimas semanas diversos casos foram foco de telejornais, internet e radiojornais. José Mayer, Victor- que faz dupla sertaneja com o seu irmão Léo-, o ex-BBB Marcos, Mc Biel e muitos outros famosos, já tiveram seus nomes noticiados na mídia por conta de abusos e agressões.

Vamos começar falando sobre José Mayer, que se envolveu em um grande escândalo, após a figurinista da rede Globo, Su Tonani, afirmar em rede nacional que o ator teria colocado a mão em sua genitália. Mas infelizmente essa não havia sido a primeira vez, há oito meses, Mayer havia feito abordagens grosseiras e insistentes a Su.

A situação do cantor, Mc Biel, não foi diferente, o jovem garoto foi acusado de assédio por uma jornalista do Portal IG. Durante a reportagem o Mc havia chamado à repórter de ‘gostosinha’. Infelizmente a situação não tomou grandes proporções e o cantor continuou seguindo sua carreira.

Já o Ex-BBB Marcos tem uma situação diferente, o médico é acusado de agressão dentro do reality show da rede Globo. O participante havia desenvolvido um relacionamento com outra integrante do programa e durante todo o reality ambos desenvolveram muitas brigas. Porém em uma das discussões Marcos atingiu a namorada com algumas pancadas e beliscadas, assim o mesmo foi expulso do BBB e está com problemas judicias.

O último caso é do cantor Victor Chaves, sua mulher, Poliana Bagatini, registrou uma queixa por agressão contra o marido, ela relatou às autoridades ter sido jogada no chão e recebido chutes do cantor sertanejo. A situação piora ainda mais porque a mulher está grávida e ela só teria conseguido deixar o local depois que uma vizinha ouviu os gritos e a ajudou a escapar.

No mundo atual as mulheres andam com medo, porque em todos os lugares estão sujeitas a riscos e perigos. Se casos graves como agressão acontecem em um lugar com muitas câmeras, o que não acontece em uma casa fechada, que só moram o marido e a mulher? #MEXEUCOMUMAMEXEUCOMTODAS

terça-feira, 14 de junho de 2016

No Brasil, mais de 70% das jornalistas sofrem assédio

Mulheres jornalistas têm sofrido com assédio moral e machismo dentro das redações e assessorias de imprensa. Segundo a pesquisa intitulada " Desigualdade de Gênero no Jornalismo" feita pelo Coletivo das Mulheres do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal (SJPDF), 77,9% das profissionais entrevistadas sofreram algum tipo de assédio ou perseguição por parte dos colegas ou chefes diretos. 


Mais de 70% das jornalistas afirmaram que já deixaram de exercer alguma atividade dentro do ambiente de trabalho por serem mulheres. O levantamento mostra de 61,5% das participantes receberam menos que os homens, mesmo que tenham exercido a mesma função. 

O estudo também analisou casos de racismo e preconceito sofridos nos locais de trabalho.Participaram da pesquisa 535 pessoas de vários estados do Brasil entre os meses de março e maio, sendo que a maioria das participantes são de Brasilia e São Paulo,  totalizando 300 mulheres nos dois estados. 

A pesquisa aponta que mulheres negras sofrem ainda mais com a violência, por consequência do machismo e racismo, que se entrelaçam diretamente, além disso, o estudo conseguiu identificar falta de representatividade negra, mostrando que existem poucas oportunidades para essas mulheres no mercado de trabalho. 

O Coletivo de Mulheres Jornalistas do SJPDF, iniciou esse trabalho a fim de discutir as questões de gênero e relações de trabalho dentro do jornalismo, uma pauta que precisa ser discutida em todos os âmbitos profissionais, para gerar debate em prol da desconstrução do machismo dentro da sociedade. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

As mudanças no mundo do trabalho do jornalista

Foto: Divulgação
Que o mundo mudou todo mundo sabe, por questões sociais, políticas, econômicas, etc. O que também tem mudado é o cenário do jornalismo, já que agora as mulheres ganharam força e sindicato. Assim como as redações deixaram de ter máquinas de escrever e cinzeiros em cada mesa, os profissionais que assumiram os computadores nos últimos vinte anos também são outros. Sai o homem com mais de 35 anos, sem curso superior, sindicalizado, entram mulheres com menos de 30, formadas em faculdades particulares, sem filiação ao sindicato e despolitizadas.

Estas são as conclusões de uma pesquisa organizada pela Professora Doutora Roseli Fígaro, professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com Cláudia Nonato e Rafael Grohmann,

“A pesquisa começou em 2009, quando tínhamos acabado de ver o resultado de outro trabalho sobre o mundo do trabalho dos comunicadores, que já apontava uma mudança profunda, um “borrar de fronteiras”, entre as profissões da área. Publicitário fazendo papel de jornalista, jornalista fazendo papel de relações públicas”, diz Roseli.


Para descobrir o perfil sócio-econômico, cultural e a faixa etária dos jornalistas que atualmente ocupam as redações, os pesquisadores ouviram cerca de 900 entrevistados, divididos em diferentes etapas de pesquisa. O primeiro contato contou com o apoio do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo. “Do retorno desse primeiro questionário, verificamos que os resultados não batiam com outras pesquisas recentes feitas no Brasil, porque mostrava jornalistas mais velhos, homens e com uma carreira mais estável”, conta.


Para confrontar esses dados, foram enviados questionários para rede profissionais, como “Ajude um Repórter”; para jornalistas freelancers; e para empregados de uma grande empresa editorial de São Paulo. “E o que nós verificamos nessas fontes, diferente do sindicato, é que os jornalistas eram mulheres e jovens. Isso mostra que as novas gerações não estão se sindicalizando”, revela Roseli.


Essa mudança de perfil levanta questões vitais não apenas para os profissionais da área, sujeitos a vínculos empregatícios cada vez mais precários, como também chama atenção para nomenclaturas paradoxais, como “freela fixo”. “Quando as dificuldades financeiras aparecem, vão atrás de outro trabalho. E cada vez mais ônus, como custos básicos que uma empresa teria – por exemplo água, luz, telefone – são repassados para essa pessoa e ela não se dá conta disso”, afirma.


Outra consequência da precariedade dos vínculos empregatícios apontada pela pesquisa é a dificuldade do jornalista em entender o contexto econômico e político que está envolvido. “Tivemos falas até muito polêmicas de entrevistados. Um depoimento diz: ‘se me perguntarem se eu quero fazer uma matéria sobre política eu vou dizer que não, porque não sei qual a diferença entre PMDB, PSDB, acho que muda só a letra. É melhor que um político escreva sobre política, porque eu não vou saber fazer, vou ter que estudar uma semana para isso’”, conta Roseli.


O livro aborda ainda as mudanças de perfil das empresas, que deixaram de ser monopólios familiares na década de 1980 para se tornarem oligopólios internacionais nos anos 2000. “Essas empresas se profissionalizaram de uma maneira que são empresas de capital aberto, como outra qualquer. Mas o jornalismo não é uma atividade qualquer. A informação não é uma mercadoria, é um direito fundamental do cidadão”.

Fonte: Portal Imprensa