home historia Infojorn radio video olharsocial equipe
Mostrando postagens com marcador Carolina Falandes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carolina Falandes. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de junho de 2017

TCC de jornalismo da USCS é selecionado para mostra de cinema


Documentário Ecos da Periferia: Entrelinhas e Letras será exibido na Mostra Sesc de Cinema Paulista.


O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), que exige uma dedicação extra dos estudantes do último ano da universidade, não é para ficar na gaveta, pode ser o primeiro passo para entrar no mercado de trabalho. Um exemplo disso é o documentário Ecos da Periferia: Entrelinhas e Letras criado por formandas de jornalismo da USCS em 2015.
A produção audiovisual foi selecionada para integrar a Mostra Sesc de Cinema Paulista, que vai ocorrer entre os dias 29 de junho e 05 de julho, no CineSesc, localizado na Rua Augusta, 2075, em São Paulo.
O filme será exibido duas vezes, dias 29/6 (quinta-feira, às 17h) e 01/7 (sábado, às 19h). Todas as sessões são gratuitas, porém, sujeito a lotação (retirada de ingressos com 1 hora de antecedência). Ainda no dia 01/7, após a exibição das 19h, haverá um bate papo com o público e outros realizadores que integram a Mostra.

Da esquerda para direita: Gabriela Barreto Duarte, Mayara Marini e Renata Ferreira, criadoras
do documentário Ecos da Periferia: Entrelinhas e Letras
Foto: Thais Sanches

As jornalistas Gabriela Barreto Duarte, Mayara Marini de Andrade, Renata Ferreira e Vanessa Luz Maca, orientadas pelo Mestre e Doutor Carlos Barros Monteiro, foram as realizadoras do vídeo documentário, que traz um olhar jornalístico para a Literatura Marginal, “A literatura produzida na periferia de São Paulo, que vem com o boom do Rap e hoje em dia é o resultado dessa autonomia, dessa auto-afirmação que a periferia vem buscando há tanto tempo”, explica Mayara.  



Equipe da AJO em entrevista com as realizadoras do documentário
Foto: Thais Sanches
             
  Em visita a universidade, as ex-alunas trouxeram esta boa notícia, que também serve de incentivo para os estudantes de jornalismo capricharem ainda mais no TCC. Renata Ferreira manda um recado para aqueles que estão preocupados com o projeto final (assim como eu): “Siga o seu coração, faça o que vocês têm vontade de fazer porque aí tudo vai dar certo”. 
                         
                         Confira o teaser do documentário Ecos da Periferia: Entrelinhas e Letras:

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Caso Celso Daniel x Jornalismo Investigativo

Livro de professor da USCS permite reflexão do leitor sobre caso de grande repercussão na mídia brasileira



Está saindo da forma o livro Caso Celso Daniel: o jornalismo investigativo em crise, escrito pelo professor da USCS, Eduardo Luiz Correia. A obra inicialmente foi apresentada como tese de doutorado em 2012 na Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília e rendeu ao autor o prêmio de melhor trabalho pela comissão avaliadora da oitava edição do PAGF (Prêmio Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo).

Livro Caso Celso Daniel: o jornalismo investigativo em crise
Foto: Eduardo Luiz Correia

Após 15 anos da trágica morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, o caso ainda gera muitas interrogativas e este livro, de acordo com sua apresentação, tem o propósito de “entender como se forma o imaginário coletivo de um acontecimento, tornado escândalo político-midiático, formado a partir de intensa cobertura da imprensa, com idas e vindas, ditos, desditos e contraditos, forjado sob uma narrativa de certo modo arquetípica a conduzir a trama”.  
Eduardo Luiz Correia
Foto: Divulgação Facebook

“A obra representa, antes de mais nada, minha visão sobre o acontecimento, que foi a trágica morte de Celso Daniel assim como seus desdobramentos. Minha expectativa é que o livro abra um debate sobre o jornalismo investigativo praticado no país que, para mim, é mais o chamado 'jornalismo sobre investigações' o que se faz na imprensa hoje”, explica o professor de comunicação da USCS Eduardo Luiz Correia. 

Para adquirir o livro Caso Celso Daniel: o jornalismo investigativo em crise, basta acessar o site da editora ou entrar em contato diretamente com o professor Eduardo via Facebook.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Plug News lança o Boletim AACC


O quadro Boletim AACC estreou no dia 19 de abril com matéria sobre a SIPAT da USCS.
O estudante de comunicação ou de qualquer outra área precisa estar sempre de antenas ligadas a tudo o que acontece ao seu redor. 

A apresentação e discussão de temas diversos dentro do contexto universitário, como palestras ministradas por especialistas e professores, enriquecem o conhecimento e até os relacionamentos dos estudantes, já com a visão para o futuro dos profissionais.

Estamos falando das AACCs (Atividades Acadêmicas Curriculares Complementares), que não devem ser vistas apenas como uma quantidade de pontos necessários a se complementar uma exigência legal. É muito mais! Tem o objetivo de manter o universitário bem informado e participativo da realidade e atualidade. 

Vestindo essa camisa, a AJO – Agência Experimental de Jornalismo, decidiu criar o quadro Boletim AACC no radiojornal diário Plug News para avisar, motivar e convocar todos os colegas estudantes a participarem dos eventos (que não são poucos), trazidos pela USCS com a intenção de que seus alunos saiam da faculdade com novos conhecimentos. Sem dúvida, essa bagagem extra fará a diferença no mercado de trabalho.

Para ficar por dentro dos eventos que ocorrem na universidade, acesse toda quarta-feira, às 18h30, o Boletim AACC pelo plugradiouscs.com.br, ou, se preferir, ouça o quadro por meio da nossa playlist do Youtube

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Telejornalismo passa por grande transformação no Brasil

Telejornais trazem uma linguagem cada vez mais popular, chegando a interagir com o público



Hoje, dia do jornalista, vamos falar de uma das áreas mais desejadas dos jovens que querem ingressar nesta profissão apaixonante, que vai muito além de noticiar os fatos: está no ar o telejornalismo.
Com espaço garantido em todas as grades de programação da televisão brasileira, assim como os demais gêneros deste veículo, o telejornal não escapou das mudanças ocorridas nos últimos anos por conta do avanço tecnológico e do fenômeno da internet. A televisão está sofrendo uma grande transformação na grade de programação de todas as emissoras.
O telejornalismo é um gênero clássico, composto por reportagens, matérias, links e escaladas, que são formatos, e é o que dita a credibilidade do veículo de comunicação.
Para ilustrar a transformação que vem ocorrendo no telejornal, diversos noticiários procuram pela popularização da linguagem a partir de conversas descontraídas e até brincadeiras entre os apresentadores, por exemplo, no Jornal Hoje, com a informalidade da dupla Sandra Annenberg e Evaristo Costa, que integram as tardes da programação da Rede Globo. 

Evaristo Costa e Sandra Annenberg na bancada do Jornal Hoje
Crédito: Divulgação TV Globo

Do ponto de vista da jornalista Aline Silva Corrêa Maia, em sua tese O Telejornalismo no Brasil na Atualidade: Em Busca do Telespectador, de 2011
 “Este comportamento, que tem tomado conta das redações de telejornal, justifica-se pela necessidade de mudança de estratégia na captura do receptor, o telespectador. Não importa a idade, a classe social, o sexo, o grau de instrução. O desafio, agora, é (re)criar laços de proximidade e familiaridade com o público, a fim de garantir a audiência.”

Chico Pinheiro em momento de descontração com Rodrigo Bocardi no jornal Bom Dia Brasil da TV Globo.
Crédito: Divulgação 

Desde sua origem, o telejornalismo, que começou no Brasil nos anos 50 com a TV Tupi e o jornal Imagens do Dia, tem passado por constantes reformulações nos formatos e linguagens. Dentre os principais noticiários brasileiros, pode se citar o Repórter Esso, que veio ao ar em 1952, na TV Tupi do Rio e o Jornal Nacional, em 1969, que dita mudanças no telejornalismo até os dias de hoje.
Com características vindas do rádio, jornal impresso e estilos norte-americanos, este gênero televisivo enfrentou grandes dificuldades em seu início, sendo consolidado no país a partir dos anos 1960 por conta de fatores como o avanço tecnológico, expansão intelectual e necessidades mercadológicas.

Laura Ferreira e Luiz Megale apresentam o Café com Jornal, noticiário matutino
da TV Bandeirantes que aposta em linguagem descontraída para atrair o público
Crédito: Divulgação

No decorrer do tempo, as mudanças de comportamento da sociedade evoluem juntamente com a modernização e o surgimento de novas tecnologias. Sendo assim, os meios de comunicação de modo geral, assim como o telejornalismo, precisam acompanhar estas transformações, com o olhar para as necessidades sociais, como hábitos e gostos, a fim de não perder mercado e ibope. Daí, a corrida atual destes meios, sempre se renovando para interagir e atender o seu público, hoje, impulsionado pela era digital, em que todos são “prosumers” (produtores e consumidores). 

Em frente às câmeras, nas ondas do rádio, no universo dos impressos ou na imensidão de possibilidades da internet, não importa os meios em que se trabalha. Jornalista, neste dia, a pauta é você. Parabéns!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Jornalismo Investigativo - À procura da verdade oculta


De cara limpa ou por trás das câmeras, o jornalista se arrisca 


Crédito: Divulgação - Casa dos Focas

Capa, chapéu e lupa na mão. São as três primeiras coisas que vêm à cabeça quando pensamos em investigação. Quem não gosta de desvendar mistérios e se inspirar no famoso detetive Hercule Poirot dos livros de Agatha Christie?

O jornalismo investigativo fundamenta-se em trazer à luz questões que antes nos eram ocultas. Uns acreditam que ele não existe, com a afirmação de que todo jornalismo é investigativo. Outros apontam a sua ligação com casos policiais e há quem diga que trata de assuntos tabus, encobertos pela sociedade. 

As revelações das reportagens investigativas atraem o público, que emite opiniões sobre seus conteúdos. Nesse sentido, este tipo de jornalismo não tem somente a função de elucidar determinados fatos, mas, comumente, faz uso de um discurso condenatório quando algo está errado. Com base nisso, todo cuidado é pouco. O repórter precisa ter preocupação redobrada com os textos, apurar minuciosamente o material e ter as provas de tudo o que descobriu. Ser jornalista investigativo é recompensador, envolve cunho social, mas é perigoso.

Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, conhecido como Tim Lopes, foi um repórter investigativo brasileiro e produtor da Rede Globo de Televisão. Antes dele, quase não se faziam investigações mais aprofundadas no país. O jornalista se aventurava em locais de difícil acesso pela periculosidade, para encontrar fontes e evidências que confirmassem suas suspeitas. Em 02 de junho de 2002, o profissional foi assassinado por traficantes da favela Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, na ocasião em que investigava um baile funk na região, onde havia tráfico de drogas e abuso de menores de idade. Esse acontecimento serviu de alerta para a classe, que começou a se atentar mais para a segurança e aos limites. 

Outros importantes nomes do jornalismo nacional se destacaram na prática de grandes investigações, como Percival de Souza e Caco Barcellos, que se apresentam na mídia televisiva de rosto limpo. Já Eduardo Faustini prefere não mostrar o rosto, suas matérias são divulgadas no Fantástico, mas ninguém o conhece.

Para você se inteirar um pouco mais sobre jornalismo investigativo, veja algumas dicas de bons livros:


Rota 66: A história da polícia que mata
Livro-reportagem do jornalista Caco Barcellos, publicado pela primeira vez em 1992, que traz uma vasta investigação sobre ações da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), unidade especializada da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A obra conquistou o prêmio Jabuti na categoria Reportagem em 1993. 













Narcoditadura: um dos maiores casos de jornalismo investigativo sobre o crime organizado 
Neste livro lançado em 2014, o jornalista Percival de Souza conta a história de Tim Lopes, repórter investigativo da Rede Globo morto durante apuração de reportagem, bem como o cenário da segurança pública brasileira. 











50 anos de crimes
O autor Fernando Molica reúne as melhores reportagens policiais da década de 1950 até os dias de hoje. Casos que marcaram época como o de Chico Picadinho, Aída Curi e Cara de Cavalo integram a obra, com lançamento em 2007. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Jornalismo: de mocinho a vilão

A Imprensa está no Tribunal 

À esquerda, ministro Gilmar Mendes; À direita, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot
Charge: Quinho/EM/D.A.Press


O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros prevê que o interesse da sociedade às informações que lhe afligem diretamente deve prevalecer, como diz o Artigo 2º, item I: 

A divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.

A importância da imprensa é inquestionável. Foi protagonista no processo de redemocratização do Brasil e hoje também tem papel relevante na grande repercussão da Operação Lava Jato realizada pela Polícia Federal, contra a corrupção. Mesmo com todos os contraditórios no levantamento das notícias, que envolvem investigações, fontes em off, vazamentos direcionados ou não, não se pode condenar o jornalismo de um crime que não cometeu, pois sua função é informar. 

A credibilidade que os profissionais de comunicação têm conquistado nas últimas décadas é proveniente da liberdade de imprensa, garantida pela Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 5º, sobre Direitos Fundamentais:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

E também, no Artigo 220: 
A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

Protegidos pela Constituição Brasileira e com créditos de uma sociedade carente de todo o tipo de serviços, o jornalista deve fazer a sua parte, ser leal com o público e levar o mesmo a reflexão dos fatos. 

No último dia 19, a ombudsman da Folha de S. Paulo, Paula Cesarino Costa, afirmou em sua coluna que os 16 nomes que vazaram na imprensa, dos 83 citados na delação da Odebrecht, em segredo de Justiça, foram informados por representantes do Ministério Público Federal em entrevista coletiva em off.  

Paula Cesarino Costa, ombudsman do jornal Folha de S. Paulo
Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

De repente, a crítica e o esclarecimento da jornalista despertaram um debate entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República Rodrigo Janot. O primeiro propôs o cancelamento das provas da investigação da Lava Jato por conta do vazamento e o segundo nega a existência deste. 

Dentro da polêmica, o jornalismo, de mocinho, pode se transformar em vilão da história. Porém, não se deve esquecer que o público tem o direito de saber todas as coisas, como disse Bill Kovach e Tom Rosenstiel no livro Os Elementos do Jornalismo:


A primeira lealdade do jornalismo é com os cidadãos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

O velho rádio e o jornalismo

Uma dupla que se completa



O Rádio no Brasil foi rei. Perdeu o reinado, mas não a pose. Primeiro veio à televisão, depois as demais mídias e com a força de um pioneiro das comunicações aderiu às novas tecnologias. Quem pensou que ele ia morrer, o viu renascer, tudo isso com a ajuda dos jornalistas, que por entre as ondas fazem navegar notícias que deixam os ouvintes atualizados. Desde o seu surgimento, o radiojornalismo tornou-se um importante instrumento de mobilização social.
Do pioneirismo de Roquete Pinto quando lançou o primeiro jornal falado na rádio brasileira nos anos 1920, até os dias atuais, em que emissoras all news se destacam nos índices de audiência, muitas mudanças foram ao ar, entre elas a liberdade de imprensa, linguagem coloquial, interatividade, proximidade com o público e a naturalidade do ser humano.
Em publicação no Facebook na última quarta-feira (08), a jornalista e apresentadora da Band News FM, Tatiana Vasconcellos, anunciou que está saindo da emissora após onze anos de casa. A mensagem é um ensinamento para quem pretende seguir no rádio. 

Trecho retirado da publicação de Tatiana no Facebook


A declaração da jornalista descreve o cenário do novo radiojornalismo, em que a convergência das mídias digitais promove um relacionamento mais próximo entre os profissionais de comunicação e ouvintes, sem prejuízo ao objetivo de informar os acontecimentos de interesse público com responsabilidade. O rádio aproxima as pessoas, o radialista é humano, de carne e osso. 

                                                                   Tatiana Vasconcellos - Crédito: divulgação

Quando o trabalho alcança as metas, o público responde. Tatiana Vasconcellos, em menos de 24 horas da postagem, já tinha quase mil curtidas e mais de trezentos comentários, que mostram a empatia e a credibilidade conquistada pela profissional nos últimos onze anos. Veja, como exemplo, a manifestação do ouvinte Wescley Carmo: